Flávio Bolsonaro critica 'perseguição' e defende amizade com Willer Tomaz
Candidato do PL à Presidência comenta viagem e afirma que relação é de amizade, não de irregularidade.
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, voltou a afirmar que a viagem realizada da Flórida a Brasília, em 19 de janeiro de 2025, não teve nada de irregular. Ele destacou que a situação estaria sendo usada para tentar "criminalizar relações pessoais". Durante agenda no Rio de Janeiro, Flávio reforçou que a aeronave pertencia ao advogado Willer Tomaz, a quem descreveu como um amigo próximo e "respeitadíssimo", e alegou que ele estaria sendo perseguido pelo "aparelhamento do Estado montado por Lula".
"Ele está sendo perseguido, como várias pessoas estão sendo perseguidas, por terem proximidade comigo. Há um aparelhamento de toda a máquina do Estado feito por Lula. É Supremo Tribunal Federal aparelhado, é Ministério Público aparelhado, é Polícia Federal aparelhada, até Defensoria Pública aparelhada. Todo mundo mobilizado para perseguir qualquer pessoa no meu entorno", disse o candidato a jornalistas, ao participar da cerimônia do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Flávio Bolsonaro destacou que não foi a primeira vez que viajou com Willer e ressaltou a relação de convivência entre as famílias - esposas e filhos - para reforçar que se trata de uma amizade antiga, e não de algo suspeito. "Não tem absolutamente nada de errado e não dá para querer criminalizar a amizade agora. Eu tenho certeza que daqui até o dia da eleição vocês vão ver muitas e muitas mentiras e fake news produzidas pelo PT", sustentou o candidato. "Uma viagem em família, a convite dele. Não tem absolutamente nada a ver com Vorcaro. Se estão partindo da premissa de que ter cota de avião é ser dono de avião, então, viajei com dono do avião, que é Willer. Não tem nada a ver com Vorcaro", frisou o candidato ao Planalto.
Ao ser questionado por jornalistas sobre as tentativas de contato com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro nos dias 13, 14, 15 e 16 de novembro de 2025, logo antes da primeira prisão do empresário em 17 de novembro de 2025, o candidato minimizou a situação. "Queria falar com Vorcaro mais do mesmo, que é do filme Dark Horse."