POLÍTICA

Comissão de Israel veta partidos árabes e libera extrema direita para eleições

Partidos árabes estão impedidos de concorrer às eleições de 27 de outubro, após conflito com o Hamas.

Por Sputnik Brasil Publicado em 25/09/2026 às 21:06
Comissão Eleitoral de Israel veta participação de partidos árabes nas eleições. © AP Photo / Maya Alleruzzo

A Comissão Eleitoral de Israel vetou nesta quinta-feira (25) a participação de todos os partidos árabes das eleições gerais de 27 de outubro, que serão as primeiras após o início do conflito com o grupo palestino Hamas e a destruição da Faixa de Gaza.

As siglas de extrema direita foram aprovadas. A Suprema Corte ainda precisa aprovar o veto. Se o veto for mantido, não foi informado para onde serão destinados votos para os árabes.

A comissão argumentou que vetou a entrada dos dois partidos Árabe Unida (Ra'am) e a coalizão Lista Conjunta, a pedido dos partidos da base do premier, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

A ONG israelense Adalah, que representa as listas e políticos árabes, chamou o veto de "arbitrário, racista e que incita ao ódio, sem as garantias do devido processo legal".

Pesquisas de opinião no país indicam que Netanyahu não tem intenções de votos para se reeleger com pretende. A votação para o Parlamento, o Knesset, com 120 cadeiras, ocorre a cada quatro anos e são distribuídas por meio de representação proporcional a listas partidárias nacionais que atingem a cláusula de barreira de 3,25% dos votos nacionais, o que equivale a quatro cadeiras.

Ontem (24), dezenas de delegados das Nações Unidas saíram do plenário quando Netanyahu começou seu discurso na Assembleia Geral dos líderes mundiais. Descrevendo-os como "covardes morais", ele pediu que qualquer outra pessoa que pensasse da mesma forma se retirasse antes que ele começasse a falar.

Netanyahu dedicou parte do discurso à defesa das ações militares de Israel e afirmou que o ataque contra o Irã foi "uma das decisões mais fáceis que precisou tomar". Segundo o primeiro-ministro, a ação israelense não teria protegido apenas o próprio país, mas também outras nações.