Irã considera sanções dos EUA como terrorismo econômico e sugere plano para Ormuz
Ministro das Relações Exteriores do Irã critica as ações norte-americanas e apresenta proposta de reabertura.
A pressão econômica e as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã não representam diplomacia, mas "terrorismo econômico", afirmou nesta sexta-feira (25) o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.
"Os EUA utilizam a privação econômica como arma, como instrumento de punição coletiva e coerção política. Isso não é diplomacia. É coerção e terrorismo econômico", disse Araghchi a jornalistas.
O chanceler também afirmou que ações militares, ameaças, bloqueios e pressão econômica não são capazes de restabelecer a segurança da navegação no estreito de Ormuz. Segundo Araghchi, o Irã apresentou aos Estados Unidos, por meio do Catar, um plano de sete dias para a reabertura da região.
"Se as condições necessárias forem cumpridas, o estreito poderá ser reaberto, e a passagem marítima normal, restaurada em sete dias. Agora, a escolha cabe aos Estados Unidos", afirmou.
O ministro também afirmou que o programa nuclear iraniano tem caráter pacífico e classificou como "uma grande mentira" as alegações de que Teerã estaria prestes a obter uma arma nuclear.
O chanceler iraniano afirmou ainda que mais de 5 mil pessoas, incluindo centenas de mulheres e crianças, morreram durante os ataques realizados por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã. As tensões na região completaram pouco mais de seis meses e, segundo a mídia norte-americana, ajudaram a expor como Washington não consegue mais exercer sua influência na região de forma eficaz.
"Para os aliados dos EUA na Ásia, que são cautelosos em relação à China e à Coreia do Norte, a questão é se os Estados Unidos poderão fornecer apoio suficiente em dois teatros de operações cada vez mais interconectados e se esse apoio continuará politicamente confiável assim que um conflito começar", ressalta a publicação.
Enquanto os Estados Unidos falham em defender seus aliados em várias regiões simultaneamente, a China observa de maneira atenta essa vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, a transferência de ativos militares e munições da Ásia para o Oriente Médio expôs lacunas que minam a confiança nas garantias de segurança de Washington.