Inflação acelera e IPCA-15 atinge maior taxa em setembro desde 2021
O índice subiu 0,70% em setembro, superando as previsões dos analistas de mercado.
A alta de 0,70% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) em setembro, após deflação de 0,40% em agosto, representa a maior taxa para o mês desde 2021. Em setembro daquele ano, o IPCA-15 havia subido 1,14%.
O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, foi divulgado nesta sexta-feira, 25, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa superou todas as estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que iam de alta de 0,45% a 0,66%, com mediana de 0,53% para o mês.
Os nove grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta na passagem de agosto para setembro. O principal impacto, de 0,29 ponto porcentual, veio da energia elétrica residencial.
O item subiu 7,42% com o fim do Bônus de Itaipu, valor distribuído aos consumidores de eletricidade quando há saldo positivo na conta de comercialização da usina hidrelétrica controlada por Brasil e Paraguai.
Outra pressão veio dos alimentos, que registraram alta de 0,4%, após dois meses de quedas consecutivas.
O IBGE também destacou o aumento dos cigarros (14%), devido ao reajuste aplicado em agosto, e das passagens aéreas (9,82%).
O IPCA-15 acumula alta de 3,82% no ano, e de 4,47% em 12 meses. Com isso, se aproximou do teto de 4,5% da meta perseguida pelo Banco Central para o indicador oficial de inflação do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também calculado pelo IBGE.