JORNADA DE TRABALHO

Hugo Motta afirma que governo federal desistiu de enviar projeto próprio sobre escala 6x1

Presidente da Câmara diz que Executivo vai priorizar análise de PEC já em tramitação sobre jornada 5x2 sem redução salarial.

Por Sputinik Brasil Publicado em 07/04/2026 às 18:00
Hugo Motta anuncia que governo federal não enviará projeto próprio sobre escala 6x1; tema será debatido via PEC. © Foto / Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta terça-feira (7) que o governo federal decidiu não encaminhar mais um projeto de lei em regime de urgência para tratar do fim da escala 6x1.

Na segunda-feira (6), veículos de comunicação nacionais destacaram a intenção do governo Lula de propor uma reforma na jornada de trabalho, sugerindo o modelo 5x2 — cinco dias de trabalho para dois de descanso — com 40 horas semanais e sem redução salarial.

Segundo informações do portal UOL, Hugo Motta afirmou que o governo recuou da ideia e concordou em tratar do tema por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que já está em tramitação na Câmara dos Deputados.

"O governo não mais enviará, segundo o líder do governo, o projeto de lei com urgência, pactuando assim o entendimento já feito e determinado por esta presidência de que nós iremos analisar a matéria por projeto de emenda à Constituição."

De acordo com a imprensa, havia preocupação no Palácio do Planalto de que uma PEC, originada na Câmara ou no Senado, pudesse sofrer resistência do setor empresarial, que se opõe à redução da jornada de trabalho. O envio de um projeto próprio pelo Executivo também evitaria mudanças apenas parciais, como a adoção da escala 5x2 mantendo as atuais 44 horas semanais.

"Eu penso que o governo compreendeu que esse seria o melhor caminho e nós temos o compromisso em manter o calendário pré-estabelecido sobre a matéria”, explicou Motta.

O presidente da Câmara informou ainda que a análise da constitucionalidade da proposta deve ocorrer nos próximos dias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após essa etapa, será criada uma comissão especial para examinar o mérito da matéria.

A expectativa é que o tema seja levado ao plenário da Câmara dos Deputados em maio.