DECISÃO INTERNACIONAL

Argentina sai da OMS: o que muda a partir de agora?

Governo argentino alega busca por autonomia e critica governança global ao anunciar saída da OMS. Especialistas analisam possíveis impactos.

Por Sputinik Brasil Publicado em 07/04/2026 às 18:00
Reprodução

O governo argentino anunciou oficialmente sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), justificando a decisão pela necessidade de maior autonomia nas políticas sanitárias e críticas à governança global do órgão.

Segundo o Executivo, a retirada não deve causar impactos negativos imediatos, já que a Argentina não depende de financiamentos diretos da OMS para seus programas nacionais de saúde. Os projetos de cooperação técnica, explica o governo, são realizados principalmente através da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Considerando o contexto econômico e de saúde pública do país, especialistas avaliam o que essa decisão pode significar. A medida pode isolar Buenos Aires em cooperações científicas e sanitárias ou fortalecer sua autonomia regulatória? Seria um gesto de política externa mais alinhado aos Estados Unidos? E ainda, a atitude argentina pode influenciar outros países da América Latina a repensarem sua relação com organismos multilaterais?

Para debater o tema, Melina Saad e Marcelo Castilho recebem Beatriz Bandeira de Mello, doutora em relações internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), e Eric Cardin, doutor em sociologia com pós-doutorado em antropologia social e professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). O programa está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.