FLAGRANTE NA ELEIÇÃO

PF apreende mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo durante investigações eleitorais em Alagoas

Operações realizadas em Maceió e Rio Largo investigam suspeitas de compra de votos, financiamento irregular de campanha e lavagem de dinheiro

Por REDAÇÃO Publicado em 03/10/2026 às 16:56
Na operação de hoje em Rio Largo foi apreendido R$500 mil junto com santinhos de JHC e Marina Candia

A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 1 milhão em espécie em duas investigações distintas sobre possíveis crimes eleitorais em Alagoas. As ações ocorreram em Maceió e Rio Largo, nos últimos dias da campanha, e apuram suspeitas de compra de votos, financiamento eleitoral irregular, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

A ocorrência mais recente foi registrada na sexta-feira (2), em Rio Largo. A PF encontrou mais de R$ 500 mil em espécie com dois homens e uma mulher investigados por corrupção eleitoral e lavagem de capitais.

Dois homens foram presos e encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal em Alagoas. Com um dos investigados, os policiais encontraram uma arma de fogo, envelopes com cédulas e listas contendo nomes.

Segundo a PF, o inquérito identificou saques considerados atípicos que totalizam aproximadamente R$ 750 mil durante o período eleitoral. Os investigadores apuram se os recursos seriam destinados ao financiamento clandestino de campanha ou ao aliciamento de eleitores.

O segundo caso ocorreu na terça-feira, 29 de setembro, em Maceió. Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu R$ 590 mil em espécie com um homem investigado por corrupção eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de capitais.

O inquérito relacionado à apreensão em Maceió acompanha saques em dinheiro que já ultrapassariam R$ 1 milhão. A PF informou que os valores podem estar ligados ao financiamento irregular de campanha e à compra de votos.

Somadas, as duas apreensões ultrapassam R$ 1,09 milhão em dinheiro vivo. Apesar da proximidade entre as operações e da realização das eleições neste domingo (4), a Polícia Federal não confirmou ligação entre os dois inquéritos.

Também não foram divulgados os nomes dos investigados nem a identidade das candidaturas que poderiam ser beneficiadas. Por isso, ainda não é possível atribuir responsabilidade a candidato, partido ou coligação.

O material recolhido em Rio Largo, incluindo as listas de nomes, os envelopes e a arma, será submetido à perícia. As investigações continuam para identificar a origem e o destino do dinheiro, além de eventuais financiadores, intermediários e beneficiários políticos.

O volume apreendido em poucos dias acende um alerta sobre a circulação de dinheiro vivo na reta final da eleição alagoana. Rio Largo, onde ocorreu a segunda ação, está entre os sete municípios que receberão reforço de tropas federais durante a votação.