Flávio Bolsonaro denuncia aparelhamento do PT e perseguição pela PF
Candidato à Presidência tece críticas a instituições e menciona insegurança jurídica com reeleição de Lula.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou neste sábado, 3, sem apresentar provas, o Partido dos Trabalhadores de aparelhar instituições e colocar parte da Polícia Federal para perseguir adversários políticos. A declaração foi dada após uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana, no interior de São Paulo.
Ao tratar sobre dificuldades na campanha, afirmou: "Eles aparelharam as instituições e botaram uma parte da Polícia Federal, por exemplo, para perseguir adversários políticos em vários Estados", disse, sem apresentar provas.
Flávio também fez acusações contra Flávio Dino. "O Dino tem um monte de deputado na mão nesse novo inquérito do fim do mundo que está com ele", disse. Na sequência, afirmou, também sem apresentar provas, que Dino "só coloca operações para frente contra o espectro que é oposição ao governo Lula".
O candidato voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal e disse que a eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) representaria um risco caso o petista pudesse fazer novas indicações à Corte. "Com tanta interferência dos amigos do Lula do STF nas eleições, se o Lula indicar mais quatro ministros para o STF, o Brasil não suporta", declarou. Segundo Flávio, nesse cenário haveria "insegurança jurídica" e uma "perseguição generalizada".
Ele também pediu que seus apoiadores compareçam às urnas com um "voto de protesto". "A população já entendeu o perigo que o Brasil está correndo caso exista um novo governo do Lula", afirmou.
A fala ocorreu no encerramento de uma motocarreata que saiu de Santa Bárbara d'Oeste e terminou em Americana, no interior de São Paulo. Flávio participou do ato ao lado do governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) e dos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). Além dos candidatos, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) esteve presente.