ELEIÇÕES

Lula é o grande eleitor de Alagoas: vantagem dele sobre Flávio Bolsonaro dá peso ao apoio e impulsionam Renan e Dr. Wanderley para o Senado

Mesmo com o alagoano Alfredo Gaspar na chapa adversária, presidente mantém liderança no estado e pede que elejam seus dois candidatos ao Senado

Por Redação Publicado em 02/10/2026 às 19:33
Lula e o senadores de sua preferência: Renan e Dr. Wanderley

Lula chega à reta final da campanha como uma força decisiva na leitura política de Alagoas. O presidente, que busca seu quarto mandato, mantém vantagem expressiva sobre Flávio Bolsonaro entre os eleitores do estado, mesmo com a presença do alagoano Alfredo Gaspar como candidato a vice na chapa adversária.

A pesquisa Quaest divulgada em 25 de setembro apresentou Lula com 44% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro: uma diferença de 12 pontos percentuais. Na simulação de segundo turno, o presidente marcou 48%, diante de 34% do concorrente.

O levantamento ouviu 804 eleitores entre 21 e 24 de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Encomendado pela Ello Comunicação, foi registrado no TSE sob o número BR-04938/2026.
A liderança já aparecia na rodada de agosto da Quaest, quando Lula registrou 44% e Flávio, 29%. A distância diminuiu numericamente em setembro, mas permaneceu acima da margem de erro.

Gaspar não virou o jogo

A escolha de Alfredo Gaspar para a vice de Flávio colocou um político alagoano na disputa presidencial. Até o levantamento de setembro, porém, essa presença não foi suficiente para retirar de Lula a liderança no estado.

É nesse contexto que o presidente pode ser considerado o grande eleitor de Alagoas: seu apoio representa um ativo importante para os candidatos que disputam o governo, o Senado e os mandatos legislativos.

Essa influência não significa transferência automática de votos. Mas ignorar Lula ao interpretar a eleição estadual é deixar de fora uma liderança que reúne parcela expressiva da preferência do eleitorado.


Renan e Dr. Wanderley foram os escolhidos

Na disputa pelas duas cadeiras do Senado, Lula definiu seus aliados: Renan Calheiros e Dr. Wanderley. Durante o comício de 24 de setembro, na Praça Marechal Deodoro, no centro de Maceió, pediu votos para os dois e também para Renan Filho ao governo.

Na fala relatada do ato, o presidente apresentou a eleição dos senadores como parte da sustentação de seu governo: precisa de representantes que ajudem a aprovar propostas, enquanto os outros candidatos, em sua avaliação, atrapalham.

O pedido estabelece uma distinção política para o eleitor de Lula. Seu apoio ao Senado tem dois destinatários definidos, e a campanha da dupla busca transformar essa identificação presidencial em votos.

Renan apresenta a experiência parlamentar e a capacidade de articulação em Brasília como credenciais. Dr. Wanderley leva à disputa sua trajetória na medicina e a defesa de pautas da saúde.


O peso de Lula vai além da Presidência

A vantagem presidencial dá à aliança um argumento forte na reta final: pedir ao eleitor que acompanhe Lula também nas escolhas estaduais.

Na leitura política do cenário, a disputa pelo Senado não pode ser compreendida apenas pelas estruturas partidárias, pelos apoios municipais ou pelo poder individual dos concorrentes. O posicionamento de Lula também integra essa equação.

O presidente lidera no estado e já indicou quem deseja ao seu lado no Congresso. Para Renan Calheiros e Dr. Wanderley, o desafio é converter esse apoio em votos suficientes para conquistar as duas cadeiras.