51% dos eleitores têm voto definido, mas consideram voto útil
Levantamento da Real Time Big Data revela que parte dos eleitores pode mudar de voto se acharem que candidato não vai vencer.
A maioria dos eleitores chega à reta final da campanha presidencial com o voto definido, mas parte das bases de alguns candidatos admite rever a escolha caso entenda que seu nome não tem chances de vencer, mostra pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira, 1º. No levantamento, 51% dizem estar completamente decididos, 26% estão bastante inclinados a um candidato, 15% ainda estão decidindo e 8% não pensaram sobre o voto.
A disposição para o chamado voto útil, porém, varia de forma significativa entre as candidaturas. Entre os eleitores de Romeu Zema (Novo), 55% afirmam que poderiam deixar de votar no governador mineiro caso entendessem que ele não tem chances de vencer, enquanto 45% dizem que não. Entre os apoiadores de Ronaldo Caiado (PSD), 53% admitem essa possibilidade e 47% a descartam.
Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), o cenário é mais dividido: 48% afirmam que poderiam deixar de votar no candidato diante de uma percepção de falta de competitividade, contra 52% que dizem que manteriam o voto.
A resistência ao voto útil é maior entre os eleitores dos candidatos que aparecem nas primeiras posições da disputa. Entre os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 4% dizem que poderiam abandonar o candidato se entendessem que ele não tem chances de vencer, enquanto 96% afirmam que não. Na base de Flávio Bolsonaro (PL), 12% admitem mudar a escolha e 88% dizem que permaneceriam com o candidato.
Entre os eleitores de Renan Santos (Missão), 16% afirmam que poderiam deixar de votar nele diante da percepção de que a candidatura não tem chances de vitória, contra 84% que dizem que não. Entre os eleitores dos demais candidatos, 13% admitem essa possibilidade e 87% descartam.
O levantamento também perguntou se, além do candidato escolhido, algum outro concorrente havia surpreendido positivamente o entrevistado durante a campanha. O dado não mede intenção de troca de voto, mas indica quais candidaturas conseguiram despertar avaliação favorável fora da própria base.
Entre os eleitores de Zema, 41% dizem ter sido surpreendidos positivamente por outro candidato. Flávio é o mais citado, com 26%, seguido por Caiado, com 23%, Renan, com 21%, e Cury, com 18%. Lula aparece com 2%.
Na base de Cury, 38% dizem ter sido surpreendidos positivamente por outro nome. Lula lidera as menções, com 24%, seguido por Zema, com 22%, Caiado, com 21%, Renan, com 11%, e Flávio, com 7%.
Entre os apoiadores de Flávio, 36% apontam outro candidato como surpresa positiva. Zema aparece com 27%, Caiado, com 23%, Cury, com 22%, e Renan, com 19%. Lula não pontua.
Entre os eleitores de Caiado, 33% mencionam outro concorrente positivamente. Cury lidera as citações, com 29%, seguido por Flávio, com 19%, Zema, com 15%, Renan, com 13%, e Lula, com 6%.
A abertura é menor nas bases de Lula e Renan. Entre os eleitores do petista, 12% dizem ter sido surpreendidos positivamente por outro candidato; Cury concentra 44% das menções desse grupo, seguido por Samara (UP), com 17%, Caiado, com 15%, e Zema, com 11%. Entre os eleitores de Renan, apenas 4% citam outro nome positivamente; entre eles, Zema aparece com 39%, Cury, com 27%, Caiado, com 18%, e Flávio, com 10%. Entre estes eleitores, Lula também não pontuou.
A Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores, por telefone, em todo o País entre 26 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09503/2026.