Flávio Bolsonaro lidera rejeição entre candidatos, aponta pesquisa
A pesquisa Indexa/Broadcast indica que 51% dos eleitores não votariam no senador Flávio Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o candidato à Presidência da República com a maior rejeição, alcançando 51% dos eleitores que afirmam que jamais votariam nele, conforme a pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quarta-feira, 30. O percentual de rejeição ao senador carioca aumentou em dois pontos percentuais em relação à rodada anterior, realizada em 15 de setembro, que registrava 49%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta uma rejeição de 50%, um ponto acima da pesquisa anterior. Entre os entrevistados, 36% afirmam que com certeza votariam em Lula, o que se manteve estável em relação ao último levantamento. Outros 12% indicam que poderiam votar no presidente, uma queda em relação aos 14%% registrados anteriormente. A porcentagem que não o conhece o suficiente para opinar permaneceu em 1%.
No caso de Flávio, a parcela que com certeza votaria nele se manteve em 33%, enquanto 14% afirmam que poderiam escolher o senador. Apenas 1% menciona não conhecê-lo o suficiente para opinar, embora este número tenha caído em comparação aos 3%% observados na rodada anterior.
Somando os que com certeza votariam e os que poderiam votar, o potencial eleitoral de Lula é de 48%% e o de Flávio chega a 47%%.
Entre os demais nomes, o influenciador Renan Santos (Missão) apresenta 41%% de rejeição; o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tem 40%%; o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) apresenta 36%%; e o escritor Augusto Cury (Avante) tem 30%% de rejeição. A porcentagem de eleitores que afirmam não conhecer suficientemente esses candidatos são 23%%, 22%%, 18%% e 33%%, respectivamente.
Caiado possui um potencial eleitoral de 42%%, com 2%% que com certeza votariam nele e 40%% que poderiam fazê-lo. Cury soma 35%%, Zema alcança 33%% e Renan, 32%%.
Maior temor
A pesquisa também indagou sobre os maiores temores dos eleitores na disputa atual. Um novo mandato de Lula foi mencionado por 40%% dos respondentes, um aumento em relação a 38%% na rodada anterior, enquanto a volta da família Bolsonaro ao poder foi citada por 39%% dos eleitores, contra 36%% anteriormente.
Outros 8%% disseram temer ambas as possibilidades, caiam de 10%% na pesquisa anterior, e 10%% destacaram não temer nenhuma delas, mostrando estabilidade. A porcentagem de entrevistados que não souberam ou não opinaram diminuiu de 6%% para 3%%.
Sobre se Lula merece mais quatro anos de mandato, 54%% responderam negativamente, mantendo-se estável, enquanto 40%% acreditam que o presidente merece continuar, com um leve aumento comparando aos 39%% na rodada passada. Outros 6%% não sabem ou não opinaram, contra 7%% de 15 de setembro.
Cerca de 38%% dos entrevistados afirmam que escolherão o candidato de acordo com suas preferências, enquanto 22%% farão a escolha para evitar outro candidato eleito. Outros 32%% afirmam que escolherão por ambos os motivos. 5%% ainda não decidiram em quem votar, e 3%% não sabem ou não opinaram.
Este é o terceiro levantamento gerado pela parceria entre o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) e a Indexa Pesquisas para divulgação de sondagens eleitorais qualitativas e quantitativas sobre a corrida presidencial.
A pesquisa Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores através de entrevistas individuais por telefone, entre 27 e 29 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00698/2026.