Candidato a presidente Renan Santos acusa Globo de barrá-lo em debate para proteger Flávio Bolsonaro: “É uma vergonha”
Candidato do Missão à Presidência diz que não recebeu convite nem resposta da emissora e atribui sua ausência a uma manobra do adversário
O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, fez duras críticas à Rede Globo ao afirmar que não foi convidado para o debate presidencial da emissora. Em sua declaração, acusou a empresa de agir de maneira antidemocrática e de favorecer Flávio Bolsonaro ao deixá-lo fora do confronto entre os candidatos.
“Vocês estão sendo injustos com o Brasil inteiro. Vocês estão jogando o jogo de Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Renan disse ter procurado o departamento de jornalismo da Globo para tratar de sua participação, mas alegou não ter recebido resposta. Segundo ele, as tentativas de contato chegaram a José Roberto Marinho, também sem retorno.
“O departamento de jornalismo da Rede Globo não me responde. Entrei em contato até com o José Roberto Marinho. Ninguém me responde lá”, declarou.
Ao questionar a ausência de convite, o candidato afirmou ocupar a terceira posição em todas as pesquisas — alegação que não veio acompanhada, no trecho apresentado, da identificação dos levantamentos. Também disse ter participado de todas as sabatinas e sustentou que deveria ter a oportunidade de confrontar os adversários e apresentar suas propostas.
“Se quisesse me dar espaço para falar de proposta, me colocava no debate”, afirmou.
A crítica ganhou tom ainda mais contundente quando Renan atribuiu sua ausência a uma suposta articulação de Flávio Bolsonaro. O candidato empregou insultos contra o adversário e contra a emissora, classificando a situação como vergonhosa e prejudicial aos eleitores.
Apesar de responsabilizar a Globo, Renan ressalvou que a pessoa a quem dirigia sua declaração não tinha culpa pelo episódio.
A manifestação apresentada não detalha os critérios adotados pela emissora para os convites nem traz elementos que comprovem a alegada interferência de Flávio Bolsonaro. O material também não inclui posicionamentos da Globo ou do candidato citado sobre as acusações.