Após 37,1 mil votos em 2022, Gustavo Lima troca o PSD pelo PSDB e tenta novamente vaga federal
Empresário arrecadou R$ 839,7 mil na eleição passada; em 2026, campanha já soma R$ 146,8 mil, quase toda bancada por recursos partidários
Luiz Gustavo da Silva Lima, o Gustavo Lima, volta a disputar uma vaga de deputado federal por Alagoas em 2026. Desta vez, pelo PSDB, dentro da Federação PSDB-Cidadania.
Em 2022, quando concorreu pelo PSD, Gustavo Lima recebeu 37.100 votos e não se elegeu. Naquela campanha, arrecadou R$ 839.740,00 e declarou R$ 827.740,00 em despesas.
Quatro anos depois, ele tenta novamente chegar à Câmara dos Deputados, agora com o número 4555 e candidatura deferida.
Em 2022, campanha teve R$ 839,7 mil
A comparação com a eleição passada ajuda a dimensionar a atual campanha.
Dos R$ 839.740 arrecadados em 2022, R$ 500 mil vieram de recursos partidários, R$ 312 mil foram colocados pelo próprio candidato e R$ 27.740 vieram de pessoa física.
Naquele pleito, os principais gastos foram:
* R$ 321.095 com materiais impressos;
* R$ 227.815 com militância e mobilização de rua;
* R$ 154.330 com adesivos;
* R$ 100 mil com serviços prestados por terceiros.
Com os 37.100 votos obtidos, a relação puramente aritmética entre despesas e votação foi de aproximadamente R$ 22,31 por voto. O cálculo serve apenas para dimensionar financeiramente a campanha e não implica qualquer irregularidade.
PSDB responde por quase toda a arrecadação atual
Na prestação de contas de 2026 apresentada na imagem do DivulgaCandContas, Gustavo Lima registra R$ 146.857,14 em receitas.
Desse valor, R$ 142.857,14 vêm de recursos partidários, enquanto R$ 4 mil correspondem a recursos próprios.
Assim, aproximadamente 97,3% de tudo o que a campanha arrecadou até essa atualização tem origem partidária.
É uma composição diferente da registrada em 2022, quando o candidato colocou R$ 312 mil do próprio bolso e recebeu R$ 500 mil do partido.

R$ 342 mil já contratados
A campanha atual registra R$ 342.017,10 em despesas contratadas.
Desse total, R$ 65.517,10 já aparecem como despesas pagas.
Isso significa que, nessa fotografia da prestação de contas, os contratos assumidos superam em aproximadamente R$ 195 mil as receitas já registradas.
A diferença, isoladamente, não permite concluir irregularidade. Durante a campanha, as prestações são atualizadas e novas receitas podem ser contabilizadas posteriormente.
Entre os maiores grupos de despesas apresentados estão:
* cerca de R$ 105 mil com materiais impressos;
* aproximadamente R$ 69 mil com serviços prestados por terceiros;
* cerca de R$ 25 mil com cessão ou locação de veículos;
* R$ 20 mil com serviços advocatícios;
* aproximadamente R$ 7 mil com produção de jingles, vinhetas e slogans.
De suplente de senador à segunda tentativa para federal
O histórico eleitoral de Gustavo Lima começa em 2018, quando integrou uma chapa ao Senado como segundo suplente pelo PP. Como suplente, não recebeu votação nominal própria; a chapa teve 364.316 votos e não foi eleita.
Em 2022, já pelo PSD, concorreu pela primeira vez diretamente a deputado federal e obteve 37.100 votos.
Em 2026, faz sua segunda tentativa direta à Câmara, agora pelo PSDB.
Sua trajetória partidária recente ficou assim: PP em 2018, PSD em 2022 e PSDB em 2026.
Patrimônio passa de R$ 5 milhões
Gustavo Lima declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 5.087.013,67 em 2026. Em 2022, havia declarado R$ 4.807.932,63.
O crescimento nominal entre as duas declarações é de aproximadamente R$ 279 mil, ou cerca de 5,8%.
A variação patrimonial não indica, por si só, qualquer irregularidade.
A série “O Custo da Campanha” acompanha quanto os candidatos arrecadam, quem financia suas campanhas, como o dinheiro é gasto e como esses números se comparam às eleições anteriores.