Cury critica medida de Lula sobre apostas e compara com aumento do Bolsa Família
Candidato à Presidência afirma que ação é eleitoreira e questiona timing das decisões do presidente.
O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) classificou nesta sexta-feira, 25, como 'eleitoreira' a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de acabar com as bets e comparou a iniciativa ao aumento de 15% no Bolsa Família. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Salvador, na Bahia.
Horas antes, Lula assinou uma medida provisória que encerra o funcionamento das bets no Brasil. Cury questionou o momento da decisão e disse que medidas desse tipo vêm sendo adotadas na reta final da campanha.
'O que o Lula fez no momento, em cima da eleição, é uma pauta eleitoreira, está errado', afirmou Cury. Na sequência, questionou o momento de medidas adotadas na reta final da disputa. 'Assim como ele deu 15% para as famílias que têm o Bolsa Família. Por que é que ele não deu esse aumento de 15% lá atrás, em janeiro ou fevereiro? Por que dar a 17 dias da eleição, e agora nós estamos a 9 dias?', disse.
Ao tratar das apostas eletrônicas, Cury defendeu que, caso não haja consenso para proibição completa, as bets sejam submetidas a uma tributação mais alta. 'Nós temos que colocar impostos muito maiores do que temos cobrado', afirmou.
Segundo o candidato, a cobrança deveria chegar a 50% ou 60%, em linha com a taxação aplicada a produtos que considera nocivos. 'Eles deveriam cobrar pelo menos 50% a 60%, encarando-as no nível de penalização como os cigarros, que também têm uma taxação alta', disse.
Cury também voltou a associar as apostas à dependência psicológica e afirmou que o setor pode produzir efeitos semelhantes aos de outras atividades de recompensa rápida. 'As bets geram uma explosão e uma rapidez de uma intensidade cruel, levando as pessoas a ficarem dependentes', declarou.