INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO

Comissão aprova projeto que prevê apoio de engenheiros em obras federais nos municípios

O projeto de lei segue em análise na Câmara dos Deputados

Publicado em 05/05/2026 às 14:12
Engenheiros poderão atuar em obras federais nos municípios para evitar paralisações e atrasos. Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1014/24, que cria o Programa Nacional Engenheiros para o Brasil. O objetivo é fortalecer a atuação de engenheiros em políticas públicas e projetos de infraestrutura resultantes de convênios entre a União e os municípios.

O relator da proposta, deputado Fernando Monteiro (PSD-PE), destacou a importância da medida. “O problema das obras paradas demonstra a necessidade urgente de instrumentos que fortaleçam a capacidade técnica dos entes federativos”, afirmou.

Principais pontos

A proposta busca viabilizar apoio técnico de engenheiros às prefeituras municipais. Os profissionais selecionados passarão por treinamento obrigatório, abordando temas como:

  • Lei de Licitações;
  • orçamento de obras;
  • elaboração de projetos;
  • gerenciamento de projetos;
  • prestação de contas;
  • e outros conhecimentos necessários para a gestão e execução de atividades com recursos federais.

Os engenheiros serão remunerados por dotações orçamentárias da União e dos municípios, conforme regulamentação futura. O programa também prevê oportunidades e formação continuada para recém-formados.

Justificativa

Segundo o autor do projeto, deputado Raniery Paulino (PB), atualmente licenciado, “a falta de profissionais qualificados tem sido obstáculo técnico para a conclusão de empreendimentos essenciais ao desenvolvimento do país”.

Paulino ressaltou ainda: “O programa para engenheiros será uma resposta aos desafios enfrentados pelos municípios de pequeno porte, que concentram um número elevado de obras paradas, conforme apontou a Controladoria-Geral da União”.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto também precisará ser aprovado pelo Senado.