SAÚDE

Boletim médico indica melhora no ombro de Bolsonaro; pulmão esquerdo segue comprometido

Laudos enviados ao STF apontam evolução na fisioterapia do ex-presidente, mas destacam alterações pulmonares persistentes.

Publicado em 10/04/2026 às 21:41
O ex-presidente Jair Bolsonaro Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora significativa da dor e dos movimentos no ombro direito após as últimas sessões de fisioterapia, conforme apontam dois laudos médicos enviados nesta sexta-feira, 10, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os relatórios, assinados pelos profissionais que acompanham o ex-presidente em domicílio, em Brasília, também destacam que persiste um comprometimento na parte inferior do pulmão esquerdo.

Segundo o cardiologista Brasil Caiado, Bolsonaro está se recuperando bem da pneumonia bacteriana diagnosticada recentemente. Sua pressão arterial permanece controlada, embora ele ainda relate fadiga e cansaço, com leve melhora. Na última semana, o ex-presidente teve apenas um episódio breve de soluço, que não exigiu medicação adicional.

O ex-presidente realiza fisioterapia três vezes por semana e reabilitação cardiorrespiratória em seis sessões semanais. O cardiologista informou a inclusão de exercícios de força para as pernas, visando melhorar o equilíbrio e diminuir o risco de quedas.

O fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas relatou evolução em duas sessões distintas. Em 6 de abril, parte dos exercícios foi realizada, mas os movimentos do ombro estavam limitados devido à dor. Já em 9 de abril, Bolsonaro conseguiu utilizar resistência elástica para ativar os músculos do ombro e relatou melhora da dor e da mobilidade.

Apesar do avanço, uma crise de soluços provocou aumento da tensão cervical e dor na região dorsal, demandando nova sessão de agulhamento, liberação miofascial e laserterapia. O fisioterapeuta avaliou a resposta ao tratamento como positiva, mas ressaltou que ainda há limitações de movimento e outros problemas clínicos. O ortopedista que acompanhou o ex-presidente nesta semana manteve a prescrição de analgésicos noturnos para o ombro direito.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Em 13 de março, foi internado com broncopneumonia bacteriana bilateral, quadro que motivou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a conceder prisão domiciliar humanitária por 90 dias, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os laudos enviados integram o acompanhamento clínico previsto durante esse período.