POLÍTICA

CPI do Crime ouvirá Cláudio Castro e votará relatório final na terça-feira

Ex-governador do Rio de Janeiro prestará depoimento como testemunha; relatório da comissão será apresentado pelo senador Alessandro Vieira

Publicado em 10/04/2026 às 15:21
O governador Cláudio Castro Reprodução

No encerramento de suas atividades, a CPI do Crime Organizado apresentará seu relatório final após a oitiva do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, marcada para terça-feira (14), às 9h.

Castro foi convocado na condição de testemunha, atendendo ao requerimento do relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O pedido destaca que o Rio de Janeiro é um dos principais polos de atuação de facções criminosas e milícias, e considera o depoimento do ex-governador essencial para esclarecer pontos institucionais no combate ao crime organizado.

"O objetivo desta oitiva não se restringir à retrospectiva de uma gestão específica, mas sim à captação de uma perícia empírica, forjada no epicentro da crise, que subsidiará o Parlamento brasileiro. A visão de quem ocupou a cadeira de chefe do Executivo de um dos estados mais afetados por essa chaga é fundamental para que esta CPI possa diagnosticar as deficiências da atual legislação penal e processual penal", afirma o requerimento.

Relatório final será apresentado e votado

O senador Alessandro Vieira também fará a leitura do relatório final da CPI, que será votado. Instalada em novembro de 2023, uma comissão investigou a atuação, expansão e funcionamento de organizações criminosas no Brasil.

Com prazo de 120 dias, não prorrogados, a CPI mapeou o modo de operação dessas organizações, suas fontes de financiamento e a presença em diferentes regiões do país, com o objetivo de medidas legislativas mais eficazes para o combate ao crime organizado.

Durante os trabalhos, foram ouvidas autoridades federais, governadores, especialistas e representantes das forças de segurança. As investigações abordaram temas como lavagem de dinheiro, infiltração em setores econômicos e falhas na integração entre órgãos de inteligência e repressão.