POLÍTICA

PL aciona Justiça Eleitoral e pede perda de mandato de três vereadores em Maceió

Sob nova liderança, partido acusa parlamentares de infidelidade partidária após migração para o PSDB sob influência de JHC

Por Redação com Extra Publicado em 10/04/2026 às 11:15
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O Partido Liberal (PL) em Alagoas, agora sob a presidência do deputado federal Alfredo Gaspar, deu início a uma ofensiva jurídica para salvar as cadeiras de três vereadores na Câmara Municipal de Maceió. As ações protocoladas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL) na última quinta-feira (9) contemplaram os parlamentares Chico Filho, Eduardo Canuto e Cal Moreira, acusados ​​de desfiliação partidária sem justa causa.

A legenda sustenta que os vereadores, eleitos pelo PL no pleito de 2024, abandonaram a sigla fora da chamada “janela partidária” e sem autorização formal. O destino do trio foi o PSDB, partido que passou a abrigar o ex-prefeito JHC após sua saída do próprio PL.

Articulação política e "projeto pessoal"

De acordo com as petições, a migração dos parlamentares não possui amparo legal e teria sido fruto de uma articulação direta de JHC para transferência para a bancada. O tom das ações é duro, classificando o movimento como uma frente aos valores partidários e ao financiamento público recebido pelos candidatos durante a campanha.

"A ruptura voluntária representa série afronta ao conjunto de valores que lhe deu sigla e reputação", diz um dos trechos da ação movida contra o vereador Chico Filho.

O PL argumenta que não houve nenhuma das condições previstas na lei para a desfiliação segura — como fusão de partidos ou mudança drástica no programa da sigla. Para o diretório estadual, a saída foi motivada por um "projeto pessoal individualista" influenciado pelo ex-prefeito.

Próximos passos na Justiça

As ações tramitam de forma individualizada sob os números:

0600052-73.2026.6.02.0000

0600053-58.2026.6.02.0000

0600054-43.2026.6.02.0000

Caso o TRE-AL julgue os pedidos procedentes e reconheça a infidelidade partidária, os vereadores perderão seus mandatos imediatamente. Pelas regras eleitorais, as vagas pertencentes ao partido e, nessa hipótese, seriam ocupadas pelos suplentes da coligação do PL nas eleições de 2024.

Os processos aguardam agora a análise dos desembargadores e a manifestação oficial do Ministério Público Eleitoral (MPE). Até o momento, os vereadores citados não se pronunciaram oficialmente sobre as ações.