Nikolas afirma que candidaturas do PL em Minas reforçarão campanha de Flávio Bolsonaro
Deputado defende unidade da direita e diz que sigla atuará para ampliar apoio a Flávio na disputa presidencial
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) declarou nesta quarta-feira, 8, que as candidaturas do Partido Liberal em Minas Gerais vão fortalecer a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
A afirmação foi feita durante o lançamento da pré-candidatura ao Senado do deputado Domingos Sávio (PL-MG), em Brasília, poucos dias após desentendimentos públicos entre Nikolas e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio.
"Obviamente todas as nossas candidaturas aqui, Flávio, vão te servir para você realmente derrotar o PT, porque ninguém mais aguenta o Lula, ninguém aguenta mais a esquerda", disse Nikolas ao lado do senador.
O parlamentar mineiro defendeu a união da direita e minimizou divergências internas. "Nós somos o mesmo time, com posições diferentes, mas contra o mesmo inimigo, e o objetivo é só um, é vencer, porque o Brasil de fato está em jogo", afirmou.
Nikolas também ressaltou a importância de ampliar o alcance eleitoral para além das bases já consolidadas. Segundo ele, a estratégia do partido deve focar em eleitores fora da militância organizada, as "pessoas que, no fim das contas, acabam decidindo esse jogo".
O deputado lembrou ainda a diferença de 50 mil votos que separou o ex-presidente Jair Bolsonaro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais nas eleições de 2022, destacando a necessidade de conquistar cada voto.
Nikolas compartilhou o evento em suas redes sociais. A aproximação pública com Flávio ocorre após Eduardo Bolsonaro acusar o deputado mineiro de colocar o irmão em uma "espiral do silêncio" e de apenas simular apoio à sua candidatura.
Na última segunda-feira, 6, Flávio Bolsonaro já havia sinalizado disposição para superar atritos, classificando a postura de Eduardo como "não inteligente". O senador afirmou que o momento exige deixar de lado disputas internas. "É uma questão de sobrevivência do nosso País", concluiu.