CPI DO CRIME ORGANIZADO

Galípolo afirma que tratou com ministros do STF apenas temas ligados à Lei Magnitsky

Presidente do Banco Central nega ter discutido caso Master com autoridades do Judiciário e destaca dever de sigilo sobre informações de familiares.

Publicado em 08/04/2026 às 13:41
Galípolo afirma que tratou com ministros do STF apenas temas ligados à Lei Magnitsky Internet

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou nesta quarta-feira, 8, que suas reuniões com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025 foram exclusivamente para tratar da Lei Magnitsky.

Questionado diretamente pelo senador Sérgio Moro (PL-PR) sobre possível discussão do caso Master com alguma autoridade do Judiciário, Galípolo enfatizou: "Todos os temas que foram debatidos relativos aos ministros do Supremo foram relativos à Magnitsky. E qualquer tema que possa ter surgido envolvendo familiares, sigilo bancário de familiares, sigilo financeiro de familiares, eu tenho o dever fiduciário de preservar."

O presidente do BC afirmou não confirmar ter recebido ligações do ministro Alexandre de Moraes e ressaltou que nunca conversou com Moraes por telefone. Explicou ainda que os encontros com o ministro ocorreram presencialmente, no gabinete da autoridade.

Galípolo participou de audiência na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. Na ocasião, também afirmou que nunca foi chamado ao Planalto para tratar de instituições financeiras.

Em dezembro do ano passado, Alexandre de Moraes publicou nota negando ter procurado Galípolo para tratar da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

O escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, recebeu R$ 80,2 milhões em pagamentos do Banco Master, entre 2024 e 2025. As informações foram antecipadas pelo portal G1 e confirmadas pelo Estadão.

Os pagamentos constam na declaração de Imposto de Renda da instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro, liquidada pelo Banco Central, enviada à CPI do Crime Organizado, no Senado.