Comissão aprova seguro de vida para profissionais de segurança pública
Projeto prevê indenização em caso de morte ou invalidez e amplia cobertura para aposentados e profissionais da reserva.
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5613/25, que institui o Seguro de Vida e Acidentes Pessoais para profissionais de segurança pública e defesa social.
O benefício será custeado com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e será obrigatório para:
- Polícia Federal;
- Polícia Rodoviária;
- Polícia Ferroviária;
- Polícia Penal;
- Polícia Civil;
- Polícia Militar;
- Bombeiros;
- Guarda municipal;
- Guarda portuária;
- Agentes de trânsito; e
- Polícia Legislativa.
Ampliação para aposentados
O colegiado aprovou uma emenda do relator, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que estende a cobertura do seguro aos profissionais da reserva remunerada e aos aposentados, ampliando o texto original apresentado pelo deputado Roberto Duarte (Republicanos-AC).
Segundo o relator, o risco inerente à atividade persiste mesmo após a aposentadoria. “Trata-se de risco de natureza continuada, que impõe ao Estado o dever de assegurar proteção compatível não apenas durante o exercício da função, mas também após o encerramento da atividade operacional”, justificou Bilynskyj.
Indenização
A indenização para casos de morte ou invalidez permanente total corresponderá a 18 vezes o valor da remuneração mensal bruta do profissional na data do ocorrido.
Nos casos de invalidez permanente parcial, o pagamento será proporcional ao grau de incapacidade, conforme regulamentação futura do Poder Executivo.
Para viabilizar o pagamento, o projeto altera a Lei 13.756/18, incluindo o seguro entre as finalidades de uso do FNSP.
Próximas etapas
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para que a medida entre em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.