Heinze afirma que atos de 8 de janeiro não configuram golpe de Estado
Senador do PP-RS critica STF, questiona imparcialidade do Judiciário e defende manifestantes presos após invasão em Brasília.
O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou, em pronunciamento nesta terça-feira (7), que haverá responsabilização histórica pelos excessos cometidos contra os cidadãos presos durante os atos de 8 de janeiro de 2023. Heinze contestou a classificação dos eventos como tentativa de golpe de Estado e atribuiu ao atual governo e a setores do Poder Judiciário a criação de uma narrativa para criminalizar manifestantes.
“O golpe de 8 de janeiro nunca existiu, e o que houve foi uma manifestação popular, tal qual ocorrera tantas outras vezes em outras manifestações”, declarou o parlamentar.
Heinze criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e apontou supostas irregularidades em processos conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes. O senador questionou o aumento patrimonial de familiares de magistrados e avaliou que a Corte atua com parcialidade, alinhada a interesses políticos do governo federal.
O senador também levantou suspeitas sobre a omissão de autoridades na segurança da Praça dos Três Poderes e sobre a ocultação de imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto.
“No dia 8 de janeiro, o que houve foram atos de vandalismo que poderiam facilmente ser comprovados se não houvesse, por parte dos diretores da peça teatral do golpe, a engenhosa ocultação das imagens gravadas em todas as instituições abordadas e a retirada proposital de todos os aparelhos de telefone que foram presos para evitar que o que haviam gravado comprovasse a precedência de grupo invasor, tudo arrebentando”, afirmou.
Heinze ainda colocou em dúvida a lisura do processo eleitoral, citando resistência da Justiça Eleitoral em auditar urnas e mencionando supostos financiamentos estrangeiros à campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Ao comparar o cenário atual com o movimento de 1964, declarou que a população está percebendo que foi usada como “massa de manobra”.