POLÍTICA E MEIO AMBIENTE

CAE adia votação e aprova debate sobre política do fim do plástico de uso único

Audiência pública discutirá proposta que busca substituir plásticos descartáveis por alternativas renováveis. Votação de outros projetos também foi adiada.

Publicado em 07/04/2026 às 11:48
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado realizará uma audiência pública para discutir o projeto da Política Nacional de Desplastificação, que propõe a substituição do plástico de uso único por opções renováveis.

O PL 258/202, de autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), tem como relator o presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), que apresentou parecer favorável à proposta. A votação do projeto estava prevista para esta terça-feira (7), mas foi adiada após apresentação do REQ 38/2026 - CAE pelo senador Esperidião Amin (PP-SC), que solicitou a realização do debate. A data da audiência ainda será definida.

Segundo Amin, o fim do plástico não renovável impactará setores como saúde, construção civil e tecnologia. Ele sugeriu a participação de representantes da Confederação Nacional da Indústria e do Sindicato das Indústrias Plásticas do Sul Catarinense, entre outros, na audiência.

O senador também argumentou que a proibição do uso de plásticos não renováveis pode prejudicar atividades científicas e de inovação. Destacou ainda que o Instituto Federal de Santa Catarina desenvolve o Projeto Green Fuel, que transforma resíduos plásticos em gasolina.

— Do lixo, o professor Mário Lettieri produz, por quilo de plástico de uso único, 200 mililitros de gasolina — afirmou Amin.

Além disso, a CAE adiou a votação do projeto que permite a permanência de pequenas e microempresas no Simples Nacional mesmo após receberem investimentos de outras empresas. O PLP 74/2024, da ex-senadora Janaína Farias (CE), conta com relatório favorável, com emendas, do senador Laércio Oliveira (PP-SE).

Também foi adiada a votação do plano de trabalho do grupo de senadores responsável por acompanhar as investigações sobre o Banco Master. O documento prevê audiências públicas, diligências, visitas a órgãos de controle e possibilidade de medidas como a quebra de sigilos.