ECONOMIA E LEGISLAÇÃO

CAE pode votar projeto que incentiva investimentos em empresas do Simples

Proposta permite que pequenas empresas mantenham benefícios do Simples mesmo após receberem aportes de outras companhias.

Publicado em 06/04/2026 às 16:02
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pode votar, na próxima terça-feira (7), o projeto de lei complementar (PLP 74/2024) que permite a permanência de micro e pequenas empresas no Simples Nacional mesmo após receberem investimentos de outras empresas. A reunião está marcada para as 10h. Também está na pauta a votação do plano de trabalho do grupo criado para acompanhar as investigações relacionadas ao Banco Master, liquidado em novembro passado pelo Banco Central.

O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado, com menos impostos e processos de registro simplificados para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Atualmente, a legislação veda investimentos de outras pessoas jurídicas em empresas beneficiárias do regime, o que pode desestimular aportes em pequenos negócios.

O projeto, de autoria da ex-senadora Janaína Farias (CE), propõe que empresas que receberem investimentos de outras pessoas jurídicas só sejam excluídas do Simples Nacional a partir de janeiro do ano seguinte ao primeiro aporte. Além disso, permite que empresas excluídas do regime nos dois anos anteriores à entrada em vigor da lei, por causa da participação de terceiros, solicitem o retorno ao Simples.

O relator, senador Laércio Oliveira (PP-SE), recomenda a aprovação do projeto com emendas. Uma das mudanças propostas reduz de dois para um ano o prazo máximo para exclusão do Simples após o investimento.

Banco Master

A reunião também prevê a apreciação do plano de trabalho do grupo de senadores criado para acompanhar as investigações sobre o Banco Master. Apresentado em fevereiro, o plano inclui audiências públicas, diligências, visitas a órgãos de controle e a possibilidade de adoção de medidas como a quebra de sigilos.

O documento propõe articulações com o Banco Central e o Tribunal de Contas da União, além de uma agenda institucional com o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal.