SAÚDE PÚBLICA

Comissão aprova criação de programa para atenção integral de pessoas com epilepsia

Projeto aprovado na Câmara prevê atendimento especializado, medicamentos e campanhas educativas para combater o estigma da doença.

Publicado em 27/03/2026 às 11:59
Comissão da Câmara aprova programa nacional para atenção integral de pessoas com epilepsia no SUS. Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto que institui, no Sistema Único de Saúde (SUS), um programa nacional de atenção integral às pessoas com epilepsia.

A proposta visa reduzir manifestações e sequelas da doença, além de combater a estigmatização social, por meio de campanhas educativas.

A epilepsia é uma condição neurológica marcada por crises que pode envolver convulsões, tremores ou perda de consciência, atingindo pessoas de todas as idades.

Texto aprovado
Os parlamentares acataram o parecer da relatora , deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), pela aprovação do Projeto de Lei 5538/19 , de autoria do deputado Ruy Carneiro (Pode-PB), com as alterações já realizadas nas comissões de Saúde e de Finanças e Tributação .

Essas comissões retiraram do texto original pontos como a designação de demissão de funcionários em decorrência de crises e adequaram o projeto às normas fiscais, evitando gastos extras ao SUS.

“É preciso uma ampla campanha de educação da população, a fim de fornecer informações corretas, de modo que as pessoas com epilepsia sejam tratadas dignamente”, destacou Laura Carneiro.

Medidas
De acordo com o texto aprovado, o Ministério da Saúde será responsável por coordenar o programa, desenvolver um sistema de informações para acompanhamento dos pacientes e organizar um cadastro específico, garantindo o sigilo dos dados.

A atenção integral aos pacientes incluirá, entre outras ações:

  • comércio especializado;
  • fornecimento de medicamentos;
  • realização de procedimentos cirúrgicos;
  • gentão de exames;
  • garantia de leitos para internação e vagas em ambulatórios.

Profissionais da educação e trabalhadores do transporte público também serão capacitados para identificar sinais de crises epilépticas e prestar o atendimento necessário.

O texto assegura ainda ao paciente o direito a horário especial de trabalho para possibilitar o tratamento.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado pelo Plenário da Câmara dos Deputados. Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado, e posteriormente sancionado pelo presidente da República.