POLÍTICA

Lula encerra campanha em São Paulo com apelo à democracia

Presidente destaca divisão entre democracia e barbárie em último ato antes da eleição.

Por Sputnik Brasil Publicado em 03/10/2026 às 16:03
Lula e apoiadores durante caminhada de campanha em São Paulo. © Sputnik Brasil / Guilherme Correia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou neste sábado (3) que a eleição presidencial opõe projetos de país. Durante caminhada na Rua Augusta, no último ato de campanha antes do primeiro turno, disse que "de um lado tem a democracia e a soberania, do outro, a barbárie".

Lula estava acompanhado do candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT), e das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB). O presidente declarou que "o povo brasileiro vai derrotar a extrema-direita, os fascistas" e que "do outro lado tem um chefe de quadrilha".

Segundo ele, os adversários "acabaram com tudo e nós reconstruímos". Para um novo mandato, prometeu uma "revolução educacional e tecnológica".

O petista também citou o caso Banco Master e disse que os adversários "estão com medo porque a cada hora aparece uma coisa nova". Afirmou ainda que integrantes do governo presentes no ato são responsáveis por prender a "quadrilha da Previdência", que, segundo ele, teria sido criada na gestão de Jair Bolsonaro.

A prefeitura de São Paulo, comandada por Ricardo Nunes (MDB), tentou barrar a caminhada, e o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou o ato. "A Paulista não é da direita, é do povo brasileiro", disse Lula.

O petista repetiu o apelo para que eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo, compareçam às urnas. A campanha termina às 22h e, até lá, seguem permitidas carreatas, caminhadas e distribuição de material de campanha.

Flávio participa de motocarreata ao lado de Tarcísio

Enquanto isso, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez pela motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana, no interior paulista, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição. O ato também contou com a participação dos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). À tarde, o candidato tinha agenda prevista no Rio de Janeiro.

Depois do ato, Flávio afirmou que o Congresso Nacional tenta antecipar pautas que deveriam ser discutidas após as eleições e está "capturado" pelo governo e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O Senado deve analisar na próxima semana a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salário.

Sobre indicações ao STF, o candidato disse que ouvirá aliados. "Vou ouvir sempre o meu grupo político e o Tarcísio faz parte dele". Tarcísio respondeu que a escolha cabe ao presidente da República e prometeu "apoio integral, incondicional" à candidatura.

A última pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (1º), mostrou Lula com 42% no primeiro turno e Flávio com 38%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No segundo turno, o petista tinha 48%, contra 45%. Se nenhum candidato superar 50% dos votos válidos, a segunda etapa será em 25 de outubro.