Petrobras alcança R$ 700 bilhões em valor de mercado com novas descobertas
Nova descoberta na Bacia da Foz do Amazonas aumenta expectativas de exploração.
Após anunciar uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, a Petrobras encerrou a semana com valor de mercado recorde de R$ 700,08 bilhões. A nova descoberta, feita em águas ultraprofundas na Margem Equatorial, elevou as expectativas da companhia sobre a abertura de uma nova fronteira de exploração de petróleo.
Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, estima que os recursos potencialmente recuperáveis de toda a Bacia da Foz do Amazonas podem chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente, medida que reúne petróleo e gás natural.
O valor de R$ 700,08 bilhões supera os recordes anteriores registrados pela Petrobras ao longo deste ano. Em 15 de setembro, a companhia havia alcançado R$ 692,35 bilhões, enquanto que em 14 de abril e 30 de março superaram R$ 680 bilhões e R$ 677 bilhões, respectivamente.
Entre janeiro e setembro deste ano, a Petrobras informou ter gerado 185% de valor em dólar a partir da valorização de suas ações somada aos dividendos e juros sobre capital próprio pagos aos acionistas. O percentual, segundo a companhia, ficou acima dos registrados por Chevron e ExxonMobil, de 138% cada, TotalEnergies, de 135%, Shell, de 133%, e BP, de 131%.
Exploração enfrenta questionamentos na Justiça
O recorde de valor de mercado foi registrado enquanto a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas enfrenta uma nova disputa judicial. Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir a suspensão da licença ambiental concedida à Petrobras para atuar na região.
A ação apresentada ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) solicita a paralisação imediata das atividades de perfuração ou testes no bloco marítimo FZA-M-59. Entre os argumentos apresentados pelo MPF está um vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar durante a operação de uma sonda, em janeiro deste ano.
Os procuradores também questionam a ausência de consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas, comunidades quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará, conforme previsto na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).