POLÍTICA

EUA confirma envio de US$ 52 milhões a aliados da América Latina

Medida desvia recursos de ajuda militar destinada à Europa e Oriente Médio.

Por Sputnik Brasil Publicado em 01/10/2026 às 20:25
EUA redireciona ajuda militar de US$ 52 milhões para aliados conservadores na América Latina. © AP Photo / Mark Schiefelbein

O governo do presidente estadunidense, Donald Trump, desafiou ordens do Congresso e confirmou o redirecionando US$ 52 milhões em ajuda militar para governos conservadores da América Latina, valor que estava destinado a países da Europa e do Oriente Médio, afirmou nesta quinta-feira (1º) o jornal Washington Post, citando autoridades americanas.

Em setembro, o Departamento de Estado dos EUA já havia anunciado a decisão, alegando a necessidade de combater o narcoterrorismo no Panamá, Peru, Equador e na Colômbia, nações alinhadas ideologicamente com a administração Trump.

No entanto, por iniciativa da senadora Jeanne Shaheen e do deputado Gregory Meeks, a decisão foi suspensa.

"Na noite de quarta-feira, o governo notificou secretamente o Congresso de que estava ignorando a proibição e continuando a desviar US$ 52 milhões que haviam sido aprovados para a Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque para o Panamá, Peru, Equador e Colômbia", diz um trecho da publicação.

Segundo a publicação, parlamentares contrários à decisão enviaram uma carta ao Secretário de Estado Marco Rubio, classificando a medida como uma violação da proibição que haviam imposto, bem como das exigências legais relativas à destinação dos fundos.

A mudança do financiamento militar estrangeiro originalmente destinado à Eslováquia e à Macedônia do Norte foi particularmente controverso, visto que parte desses fundos se destinava ao apoio à Ucrânia.

O financiamento militar estrangeiro vem de recursos dos contribuintes estadunidenses para que a compra de equipamentos militares de empresas de Defesa dos Estados Unidos.

A publicação afirma que o financiamento para o Iraque e a Tunísia foi realizado sob outras leis e não estava sujeito à proibição do Congresso, embora os fundos tenham sido redirecionados desses países durante um período difícil para eles – durante a guerra dos EUA com o Irã e a retirada das tropas americanas do Iraque.