POLÍTICA

STF nega pedido de Flávio Bolsonaro para afastar Dino de processos eleitorais

Ministro Edson Fachin rejeita a suspensão de ações que envolvem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por Sputnik Brasil Publicado em 01/10/2026 às 16:17
Ministro Edson Fachin do STF rejeita pedido de Flávio Bolsonaro sobre Flávio Dino. © Foto / Gustavo Moreno / STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou nesta quinta-feira (1º) pedido da defesa do candidato à Presidência e senador, Flávio Bolsonaro (PL), para suspender processos sob relatoria do ministro Flávio Dino relacionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a eleição presidencial e o senador.

Fachin negou seguimento ao pedido em decisão sigilosa dentro de uma Arguição de Suspeição que pediu que Dino fosse declarado suspeito para atuar ainda em uma das investigações sobre o filme Dark Horse, que apura desvios e irregularidades na produção da obra que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pai do candidato.

A ação afirma que Dino tem "amizade íntima" com Lula e que isso comprometeria sua imparcialidade para julgar questões que envolvam o petista e seu principal adversário na eleição.

Na semana passada, a defesa do senador também entrou com pedido de suspensão de investigações "protocoladas em processos sem relação com os fatos apurados", ao afirmar que o Partido dos Trabalhadores (PT) escolhe os relatores para determinadas ações distribuídas na Suprema Corte. O sistema de envelopes, de sorteio eletrônico, serve, segundo o documento, de manobras jurídicas para burlar o sistema, direcionando denúncias contra o parlamentar a ministros específicos.

A defesa questiona outro desdobramento do caso, que tem relação com desvios de emendas parlamentares, cujo relator é o ministro Flávio Dino. Em junho, Fachin determinou que um dos procedimentos relacionados ao filme fosse redistribuído para Mendonça, devido à conexão com investigações já conduzidas pelo ministro.

A defesa questionou a distribuição para Dino, que ocorreu porque os pedidos foram apresentados dentro da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, que declarou inconstitucional o chamado "orçamento secreto" e determinou regras rígidas de transparência e rastreabilidade.