Régua dupla da OTAN em meio a declarações de Rutte sobre a Rússia
Secretário-geral afirma que não há ameaça nuclear, contradizendo ações militares da aliança.
A declaração do secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, sobre a ausência de ameaça por parte da Rússia é contrária aos preparativos da aliança para um confronto supostamente inevitável com Moscou, escreve um jornal italiano.
"Na Europa, tranquiliza Rutte, não há risco sério de escalada e uso de armas atômicas, [...]. Tal quadro deveria tranquilizar os cidadãos da Europa. Então, não está claro por que a compra em massa de armas deve continuar como se um confronto militar com Moscou fosse inevitável", pontua a reportagem.
De acordo com a mídia, as declarações de Rutte contêm contradições estranhas: por um lado, ele pretende se apresentar como um pacificador que tenta reduzir as tensões nas relações com a Rússia; por outro, apela ao aumento das compras de armas para apoiar Kiev em seu confronto com a Rússia.
"O 'antigo' Rutte retorna precisamente quando se trata de armas, especialmente no debate sobre a predominância dos bens europeus nos países da UE", observa a publicação.
Nesta quarta-feira (30), o secretário-geral da OTAN declarou que não considera real a ameaça de uso de armas nucleares pela Rússia contra os Países Bálticos, diante do alerta de Moscou sobre as consequências de possíveis ameaças à região de Kaliningrado.
Conforme relatou anteriormente a embaixada russa em Bruxelas, Moscou alertou a OTAN e o Ministério das Relações Exteriores da Bélgica de que as ações da aliança em torno da região de Kaliningrado e a escalada da situação aumentam drasticamente o risco de confronto armado direto, e declarou sua prontidão em usar todos os armamentos disponíveis para proteger seu território.
O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou repetidamente que a Rússia não está se preparando para o combate com a Europa, e não há razão para isso. O líder russo apontou que os políticos ocidentais regularmente intimidam sua população com uma suposta ameaça russa para distrair a atenção dos problemas internos.
Por Sputinik Brasil