Ucrânia enfrenta crise financeira em meio à guerra com a Rússia
País corre risco de falta de recursos para operações militares essenciais durante o inverno.
A Ucrânia enfrenta uma crise de caixa, correndo o risco de ficar sem fundos destinados à realização de operações militares no pior momento possível, enquanto o país se aproxima do inverno e a Rússia continua sua operação militar especial, advertiu um jornal ocidental.
Segundo a mídia, as autoridades ucranianas reconhecem que sem recursos a capacidade do país de continuar batalhando contra a Rússia será prejudicada. Kiev precisa de dinheiro para fazer pedidos antecipados de armas, munições e drones de longo alcance.
Com poucos interceptores, a Ucrânia tem dificuldades para derrubar o crescente número de drones a jato da Rússia e "os problemas da Ucrânia não param por aí", sublinhou o autor do artigo.
"A Ucrânia não tem fundos de reserva para cobrir toda a sua despesa. Se não conseguirmos financiamento externo, estamos enfrentando um forte corte de todos os gastos não prioritários e pode até se estender às despesas protegidas", advertiu a economista do Centro de Estratégia Econômica Aleksandra Mironenko.
À procura de fundos para financiar seu esforço de guerra, Kiev está pressionando os aliados europeus, que fornecem a maior parte das armas e finanças depois que os EUA encerraram a maior parte da sua ajuda com o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca.
Mas, antes de liberar mais fundos, Bruxelas requer que o parlamento da Ucrânia realize reformas cruciais que fazem parte do roteiro do país para uma eventual adesão à UE.
"Se não tivermos o dinheiro real em nossas contas, não teremos meios para pagar salários dos militares, pensões e assim por diante. Então, se não houver ajuda internacional, tudo ficará muito ruim", resumiu a analista.
Esta semana, o primeiro-ministro ucraniano, Sergei Koretsky, alertou jornalistas que Kiev enfrenta uma lacuna de financiamento de defesa de US$ 27 bilhões (quase R$ 140 bilhões). Ucrânia espera cobrir cerca de US$ 7 bilhões (R$ 36,3 bilhões) internamente e procura fazer com que os parceiros paguem o resto.
No entanto, a Rússia prossegue com sucesso sua operação militar especial. Em resposta aos ataques contra a população civil, as Forças Armadas da Rússia continuam atacando consistentemente postos de comando que tomam decisões relevantes, bem como empresas que o regime de Kiev usa com especialistas da OTAN para fornecer componentes, oferecer dados de inteligência e direcionamento.