Trump celebra saída das tropas dos EUA do Iraque
O presidente exaltou a retirada militar como um 'grande dia para a América' e elogiou novo primeiro-ministro do Iraque.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta quarta-feira (30) a retirada oficial e total das forças americanas do Iraque como um "grande dia para a América" e elogiou o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi.
"Hoje, tenho o prazer de anunciar que as últimas forças americanas estão deixando o Iraque! Foi um longo período, marcado por decisões muito ruins que nos envolveram nesse atoleiro inicialmente, mas, em breve, isso fará parte da história. Este é um grande dia para a América e, o que é importante, estamos saindo com o Iraque tendo um novo e maravilhoso primeiro-ministro, Ali al-Zaidi", disse Trump via Truth Social.
Mais tarde, ele descreveu a campanha militar dos EUA no Iraque como uma "aventura caríssima", afirmando que a retirada atual estava sendo realizada de forma ordenada e que os equipamentos americanos haviam sido preservados, ao contrário da retirada do Afeganistão sob o comando de seu antecessor, Joe Biden.
"Estamos saindo de lá de uma vez por todas", disse Trump durante um evento na Casa Branca.
Mais cedo, o Pentágono anunciou que as forças dos EUA e da coalizão haviam concluído oficialmente a Operação Determinação Inerente no Iraque, lançada para combater a organização terrorista Daesh (proibida na Rússia e em vários outros países).
O Pentágono informou que a responsabilidade pela segurança na região passaria a ser das Forças Armadas iraquianas, enquanto os EUA continuariam a fornecer assistência limitada, incluindo treinamento militar e compartilhamento de inteligência.
Trump questionou por que a administração anterior dos EUA havia demorado tanto para anunciar a retirada das forças do Iraque, ressaltando que os terroristas já haviam sido derrotados durante seu primeiro mandato.
"Eu os destruí e os eliminei em minha primeira administração. Portanto, não sei por que demoraram tanto para fazer o anúncio que estou fazendo hoje."
Os objetivos iniciais da presença militar no Iraque foram alcançados muito antes de a missão ser oficialmente concluída, acrescentou o presidente, descrevendo a campanha militar de 12 anos como uma "aventura caríssima no inferno".
A Resistência Islâmica do Iraque, por sua vez, anunciou que não pretende se desarmar ou aderir a qualquer plano de trabalho do governo de Bagdá. Ainda segundo a organização, a administração não enviou garantias de soberania do país com a saída das tropas estrangeiras do território iraquiano.
Enquanto isso, milhares de pessoas foram às ruas do Iraque para celebrar a saída norte-americana do país.