POLÍTICA

Gilmar Mendes pede suspensão do julgamento de Moraes no caso Master

Ministro solicita identificação de envolvidos antes do prosseguimento das discussões no STF.

Por Sputnik Brasil Publicado em 28/09/2026 às 15:50
Gilmar Mendes solicita suspensão no julgamento de Moraes referente ao caso Master. © Foto / Tânia Rêgo / Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes alterou o voto realizado no âmbito das discussões sobre o envolvimento de Alexandre de Moraes com o Banco Master. O decano da Corte pede a suspensão do julgamento até que todos os magistrados que tiveram contato com Daniel Vorcaro ou outras pessoas envolvidas no caso sejam identificados.

Conforme publicado pelo portal g1, Gilmar sustenta que é preciso esclarecer a capilaridade do banqueiro do Master para entender quem pode ou não participar do julgamento de Moraes. Além dos magistrados do STF, estariam na lista de agentes públicos a serem possivelmente identificados os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e de outras cortes.

"Enquanto não se souber quais integrantes desta Corte foram mencionados e em que condição, não se saberá quem pode votar e quem se acha impedido nos feitos correlatos."

Na prática, a solicitação de Gilmar trava o julgamento de Moraes, que já havia sido suspenso após o ministro Flávio Dino pedir vistas do processo, com um prazo máximo de 90 dias.

No último dia 15, os ministros do STF discutiam no plenário a possibilidade de juntar as ações sobre as condutas de Moraes em sua relação com Vorcaro, assim como a condução de André Mendonça na relatoria do caso Master.

A sessão no STF foi marcada por declarações de suspeição, questionamentos sobre decisões do presidente da Corte, Edson Fachin, e fortes embates entre Mendonça, Moraes e Gilmar Mendes. Os ministros Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli declararam suspeição no julgamento do caso Master e se retiraram da votação.

Antes do pedido de vista, eram 4 votos a favor (Cármen Lúcia, Fachin, Fux e Mendonça) e 3 contra (Cristiano Zanin, Mendes e Moraes) para manter separadas as análises.