Khamenei: Mar Arábico em breve livre de forças inimigas
Líder iraniano destaca avanço militar e rejeita acusações de ligação com suspeitos detidos no Reino Unido.
O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou nesta segunda-feira (28) que forças consideradas inimigas por Teerã já não ousam avançar além do Mar Arábico e disse que “não demorará muito” para que a região também fique livre da presença dessas forças.
Em mensagem divulgada em seus canais oficiais no Telegram, sem citar nominalmente Estados Unidos ou Israel, Khamenei afirmou que os “golpes dolorosos” sofridos pelo inimigo diante das forças iranianas e dos “guardiães do Estreito de Ormuz” mudaram o equilíbrio militar nos mares ao sul do país.
“Hoje, por causa dos golpes dolorosos que o inimigo sofreu das mãos de nossos combatentes e dos guardiães do Estreito de Ormuz, eles não ousam avançar além do Mar Arábico”, disse. “E não demorará muito para que o Mar Arábico também se livre da presença deles.”
Khamenei também afirmou que o Irã atravessa hoje um período de maior poder, independência e prestígio internacional. Segundo ele, há quem considere o país a “quarta superpotência do mundo”, embora, “pelos cálculos divinos”, o Irã seja a maior potência do mundo, em sua visão.
O líder iraniano disse ainda que o país continuará resistindo ao que chamou de pressões das “potências hegemônicas” e citou as guerras recentes como evidência de fortalecimento das capacidades militares e defensivas de Teerã.
Base militar do Reino Unido
A Embaixada do Irã no Reino Unido rejeitou “categoricamente” nesta segunda-feira as especulações sobre uma possível ligação de Teerã com cinco suspeitos detidos nas proximidades da base da Força Aérea Real britânica (RAF, na sigla em inglês) em Fairford, usada pelos Estados Unidos em operações relacionadas à guerra contra o país.
Em comunicado, a representação diplomática iraniana em Londres afirmou que “condena veementemente” o que chamou de especulações “infundadas e maliciosas” divulgadas por integrantes da sociedade britânica e veículos de imprensa que tentam relacionar o Irã à prisão dos cinco homens.
A polícia antiterrorismo britânica investiga um possível vínculo do Irã com um plano de ataque contra a base. Os suspeitos foram detidos na madrugada de domingo nas proximidades da instalação. Segundo a imprensa britânica, investigadores tentam determinar se o grupo possui ligações com Teerã.
A embaixada afirmou que a circulação dessas informações, sobretudo após os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, “não servirá a nenhum propósito além de alimentar a propaganda de iranofobia no Reino Unido”.
Teerã também advertiu que se reserva o direito de adotar “medidas legais apropriadas”, caso considere necessário, para proteger os direitos e interesses do país e de sua população diante do que classificou como “narrativas midiáticas enganosas e prejudiciais”.
Em março, o Reino Unido autorizou os EUA a usar Fairford em “operações defensivas específicas dirigidas contra o Irã”. Em julho, a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que bases utilizadas para lançar ataques contra o país poderiam ser consideradas “alvos legítimos”.