Kaja Kallas aponta desafios nas capacidades de defesa da UE
Chefe da diplomacia da União Europeia ressalta as lacunas nas forças de defesa do bloco.
A União Europeia (UE) continua tendo grandes lacunas nas capacidades de defesa, apesar de um aumento no gasto total alocado à proteção dos países-membros, declarou a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, antes da reunião de ministros da Defesa.
Segundo ela, os Estados que formam parte do bloco gastam um total de 2,2% de seu PIB em defesa.
"Já fizemos muito. Os investimentos em defesa aumentaram, mas, ao mesmo tempo, ainda temos grandes lacunas nas capacidades de defesa e agora devemos nos concentrar em como preenchê-las", sublinhou a alta funcionária ao comentar um relatório correspondente.
Neste contexto, ela apontou uma escassez de navios para a missão da UE no mar Vermelho, onde realiza a Operação Aspides. Kallas ressaltou que a UE recebe muitos pedidos de escolta através do estreito de Bab al-Mandeb.
"Quando a Operação Aspides foi criada, tomou-se a decisão de que deveria contar com dez navios. Agora nem há esses dez navios", lamentou a funcionária.
Anteriormente, Kallas reconheceu que o aumento dos custos por si só não garantia a eliminação dos problemas existentes. Após uma reunião informal de ministros da Defesa da UE no início de setembro, ela declarou que a Europa estava investindo mais em defesa do que antes, mas os países europeus não tinham conseguido fechar com rapidez suficiente as lacunas identificadas nas forças armadas convencionais dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Em novembro de 2023, os houthis prometeram atacar quaisquer navios associados a Israel até que o país suspenda as ações militares na Faixa de Gaza. Isto levou a União Europeia a anunciar a Operação Aspides para proteger a navegação comercial e garantir a segurança no mar Vermelho.