POLÍTICA

Príncipe Nahyan requisita restauração do Estreito de Ormuz sem taxas

Declarações foram feitas durante discurso na Assembleia Geral da ONU em Nova York.

Por Estadao Conteudo Publicado em 26/09/2026 às 16:50
Estreito de Ormuz AP/Vahid Salemi

O príncipe e vice-primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, pediu que a liberdade de navegação seja garantida em todas as vias navegáveis internacionais, entre elas o Estreito de Ormuz, o Estreito de Bab el-Mandeb, o Mar Vermelho e o Golfo de Áden. Segundo ele, é necessário restaurar a situação no Estreito de Ormuz ao seu status anterior ao século 20, sem a imposição de taxas ou restrições. As declarações foram feitas neste sábado, 26, durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Podemos rejeitar o uso por qualquer parte dessas vias navegáveis vitais como uma ameaça ou pressão coercitiva para prejudicar os interesses de nossos Estados, de acordo com o direito internacional e as resoluções relevantes da ONU", afirmou Nahyan.

Além de pedir a liberdade de navegação nas vias internacionais, o príncipe afirmou que os Emirados Árabes Unidos e outros países da região têm sido alvo de ataques do Irã, segundo ele, contra sua segurança, recursos e instalações civis e econômicas.

"O Reino reitera seu pleno direito de proteger sua segurança e soberania, seus cidadãos e residentes, e seus recursos nacionais e globais. Conclamamos a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades em enfrentar todas as ameaças à paz e à segurança internacionais", disse.

Para Nahyan, a segurança da região do Golfo é parte integrante da segurança regional e internacional. "A estabilidade desta região está diretamente ligada à segurança energética global, à estabilidade do comércio internacional e à resiliência das cadeias de suprimentos globais", reforçou.

O príncipe também pediu que os países do Oriente Médio não tenham acesso livre a armas de destruição em massa e que programas nucleares pacíficos estejam sujeitos a supervisão, verificação e salvaguardas internacionais, de modo a aumentar a confiança e preservar a segurança regional e internacional.