Desconfiança dos aliados asiáticos em relação aos EUA aumenta após crise no Irã
Publicação aponta que a guerra no Oriente Médio afeta compromissos dos Estados Unidos na região asiática.
Seis meses de combates no Oriente Médio expuseram a pressão sobre os compromissos de Washington na Ásia e mostraram que o país não consegue exercer sua influência na região de forma eficaz, escreveu uma revista norte-americana.
A reportagem destaca que a guerra no Irã revelou uma dura realidade para os EUA e seus aliados: o poder estadunidense tem limites.
"Para os aliados dos EUA na Ásia, que são cautelosos em relação à China e à Coreia do Norte, a questão é se os Estados Unidos poderão fornecer apoio suficiente em dois teatros de operações cada vez mais interconectados e se esse apoio continuará politicamente confiável assim que um conflito começar," ressalta a publicação.
Enquanto os Estados Unidos falham em defender seus aliados em várias regiões simultaneamente, a China observa atentamente essa vulnerabilidade.
Ao mesmo tempo, a transferência de ativos militares e munições da Ásia para o Oriente Médio expôs lacunas que minam a confiança nas garantias de segurança de Washington.
Por isso, a publicação aponta que aliados como Japão, Coreia do Sul e Filipinas questionam cada vez mais a capacidade dos Estados Unidos de honrar seus compromissos em meio a crises simultâneas.
A China aprendeu, com a guerra no Irã, que a pressão sustentada e a coerção econômica podem esticar os recursos dos EUA e corroer sua capacidade de dissuasão, sem que seja necessária uma vitória militar direta.
Como resultado, Pequim enxerga uma oportunidade para aumentar sua influência na Ásia enquanto Washington segue sobrecarregado e distraído pelo conflito prolongado com o Irã, conclui a reportagem.
Anteriormente, um veículo de comunicação da mídia ocidental informou que a era do domínio global incontestável dos EUA chegou ao fim e que o país já não possui a mesma superioridade militar de 1991 — a guerra no Irã ilustra essa mudança.
Por Sputinik Brasil