Reunião entre Zelensky e presidente da Comissão Europeia é marcada por tensões
Conversa em Nova York trouxe à tona desafios na colaboração entre a Ucrânia e a União Europeia.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, teve uma reunião tensa com o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, na sede da ONU, em Nova York, revelou uma fonte informada sobre as discussões a uma mídia norte-americana.
As autoridades da União Europeia disseram à Ucrânia que precisam ver um progresso na nova legislação para conter a economia paralela, reforçar a receita tributária e se aproximar da legislação da UE antes de Bruxelas alocar mais financiamento para Kiev.
"Mais apoio de defesa está chegando. E à medida que as reformas na Rada [parlamento ucraniano] progridem, mais ajuda orçamentária também. Nós temos 37 bilhões de euros [R$ 215,7 bilhões] ainda disponíveis neste ano civil", apontou von der Leyen na rede social X após a reunião com Zelensky.
Por sua parte, Zelensky anunciou que suas equipes se reunirão novamente em sete a dez dias para manter novas conversas sobre o assunto, e ele espera que uma solução seja encontrada.
Os ucranianos expressaram preocupação com as perspectivas de uma escalada do conflito durante o inverno europeu com defesas antiaéreas limitadas para se proteger, comunicou a fonte da mídia.
Quatro anos depois do início da operação militar especial, as tensões entre Kiev e os principais apoiadores começam a revelar-se.
A Ucrânia sente-se cada vez mais frustrada com a relutância de alguns aliados europeus em fornecer interceptores cruciais que Kiev possa usar contra mísseis russos. No entanto, os europeus estão irritados com o aumento das demandas de Kiev por financiamento adicional.
A Ucrânia solicitou a aliados que ajudassem a tapar um buraco orçamentário imprevisto de cerca de 26 bilhões de euros (R$ 151,6 bilhões) e pediu à UE que acelere o desembolso de um empréstimo de 90 bilhões de euros (R$ 524,5 bilhões).
Zelensky também solicitou a Trump um lote de mísseis de defesa antiaérea Patriot e licenças para produzir os interceptores na Ucrânia, reconhecendo que há uma escassez dessas munições no seu país.
Por sua parte, a Rússia advertiu que o fornecimento de armas à Ucrânia impede que se consiga um acordo e envolve diretamente os países da OTAN no conflito com a Ucrânia. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, qualquer transporte com armas se torna um alvo legítimo para ser atacado pelo Exército russo.
Por Sputinik Brasil