ECONOMIA

Durigan afirma que Brasil está no caminho certo e prevê superávit em 2026

Ministro da Fazenda destaca estabilidade econômica e projeção de superávit fiscal durante entrevista à Rádio Nacional

Publicado em 06/05/2026 às 13:35
Ministro Dario Durigan prevê superávit fiscal e destaca medidas para estabilidade econômica em 2026.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que o papel do Ministério da Fazenda é garantir a estabilidade financeira do país. Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena na Rádio Nacional, Durigan destacou que o Brasil está seguindo um bom caminho. “Estamos projetando superávit neste ano e no próximo”, declarou.

Durigan acrescentou que o Ministério da Fazenda já entregou a primeira peça do orçamento para 2027: “É a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que já aponta superávit de 0,5% para o próximo ano e vamos seguir nessa toada”.

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O ministro também fez uma comparação entre 2026, último ano do atual mandato do presidente Lula, e 2022, final da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. “2026 será diferente de 2022. Em 22 também havia guerra, havia problemas. O que foi feito em 2022 foi meter os pés pelas mãos. Tomou-se dinheiro dos governadores na mão grande, houve calote em precatórios e as pessoas pararam de receber”, criticou.

Durigan explicou que, embora tenha havido superávit naquele ano, isso ocorreu porque “empurraram um monte de problemas para a frente”. Ele lembrou que o então ministro Fernando Haddad pagou quase R$ 30 bilhões aos governadores em 2023, quitou precatórios, realizou a reforma tributária e organizou as contas públicas. “Vamos fazer um 2026 com estabilidade na economia”, garantiu.

Risco no abastecimento

Durigan alertou para o risco no abastecimento de combustíveis em 2026. “Neste ano, temos risco no abastecimento [de combustíveis]. É um risco para escoar nossa safra e para os caminhoneiros continuarem trabalhando regularmente”, afirmou.

“Estamos cuidando para manter o abastecimento firme no país”, disse o ministro. Segundo ele, a pedido do presidente, conversou com todos os governadores e garantiu que as decisões não serão tomadas como em 2022.

“Se tem um problema com todo mundo, vamos dividir a conta, especificamente da importação do diesel. Estamos dividindo a conta e mesmo os [governadores] da oposição toparam, exceto um”, relatou.

O único estado que ficou de fora do acordo foi Rondônia, que não aceitou reduzir o ICMS, imposto estadual sobre o diesel.

O ministro detalhou que o governo federal retirou o tributo do diesel, assim como do biodiesel, para garantir tratamento igualitário entre combustíveis fósseis e renováveis. “Estamos apresentando também ao Congresso a possibilidade de tirar o tributo da gasolina e do etanol, ainda que parcialmente”, concluiu.