Inflação alta e crescimento salarial lento desafiam famílias nos EUA
Custo de vida segue como principal preocupação dos norte-americanos, aponta imprensa local
A inflação nos Estados Unidos voltou a subir e pode permanecer em patamar elevado por um período prolongado, segundo veículos da mídia norte-americana.
Reportagem destaca que, desde 2021, a inflação tem impactado a economia do país e, apesar de uma desaceleração significativa nos anos recentes, o fenômeno não foi completamente superado.
"A inflação ainda não retornou aos níveis pré-pandêmicos e os norte-americanos ainda não se adaptaram aos preços mais altos. Por esse motivo, o custo de vida continua sendo a principal preocupação dos eleitores em todas as pesquisas", ressalta a publicação.
De acordo com o artigo, embora o recente aumento nos preços do petróleo não deva provocar um retorno às taxas de inflação extremas de 2022, as condições atuais tornam esse novo choque particularmente doloroso.
Apesar da economia dos EUA manter-se robusta em termos gerais, muitas famílias enfrentam dificuldades, com reservas financeiras menores e aumento do endividamento desde a pandemia.
Preços elevados, mercado imobiliário restrito, escassez de mão de obra e redução do apoio social aumentam a pressão sobre famílias de baixa e média renda.
Ao mesmo tempo, o crescimento dos salários perdeu ritmo, enquanto a inflação acelerou, comprometendo os avanços conquistados nos últimos anos.
O aumento dos custos de energia também neutraliza outros ganhos econômicos, reduzindo a renda disponível dos consumidores.
Assim, a reportagem conclui que, mesmo com uma possível resolução rápida do conflito no Oriente Médio, a recuperação dos índices inflacionários deve levar meses, já que os custos mais altos dos combustíveis tendem a se espalhar por toda a economia.
Anteriormente, a mídia ocidental relatou que a inflação nos EUA disparou em março, durante o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã, registrando alta de 0,9% em relação ao mês anterior e de 3,3% na comparação anual.
Segundo a publicação, o índice de preços ao consumidor, que monitora o custo de bens e serviços, apresentou seu maior aumento em quase dois anos.
Esse é o primeiro sinal oficial de como o conflito impactou os preços nos EUA, especialmente após o Irã bloquear o estreito de Ormuz, rota estratégica para cerca de um quinto do petróleo e gás mundial.