Alta dos alimentos impulsiona inflação de março e pressiona IPCA
Aumento expressivo nos preços de itens básicos e combustíveis faz IPCA acelerar em março, segundo o IBGE.
A inflação oficial acelerou para 0,88% em março, puxada principalmente pela alta de 1,56% nos alimentos, de acordo com dados do IBGE. A alimentação no domicílio registrou avanço de 1,94%, ritmo bem acima do observado em fevereiro, refletindo aumentos expressivos em produtos essenciais para as famílias.
Segundo o IBGE, tomate, cebola, batata-inglesa, leite longa vida e carnes foram os itens que mais pressionaram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), enquanto maçã e café moído apresentaram retorno nos preços.
Entre as maiores variações percentuais, cenoura e abobrinha lideraram as altas, enquanto abacate e laranja-baía tiveram as maiores quedas.
A lista de aumentos mais intensos incluía ainda feijão-carioca, batata-doce, açaí e pimentão. Já entre as reduções, além das frutas cítricas, caíram os preços de limão, banana-maçã, mandioca, inhame e açúcar orgânico. Esses movimentos refletem muitos fatores sazonais quanto à pressão de oferta.
O grupo Transportes também contribuiu fortemente para a inflação, acelerando de 0,74% para 1,64% em março. Os combustíveis subiram 4,47%, com destaque para a gasolina, que avançou 4,59% e foi o item que mais pressionou o IPCA no mês. O diesel teve alta expressiva de 13,90%, enquanto o etanol subiu e o gás veicular recuou.
Segundo o G1 , diante da pressão dos combustíveis, o governo federal anunciou um pacote de R$ 30,5 bilhões para tentar conter a alta dos preços, conforme informou o Ministério do Planejamento.
A medida busca aliviar o impacto direto sobre o transporte e, por consequência, sobre o índice geral.
Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas permaneceram altas, mas desaceleraram para 6,08%. As tarifas de ônibus urbano subiram 1,17%, influenciadas por reajustes locais e mudanças em regras de gratuidade e descontos.
Outros serviços tiveram variações mais moderadas: táxi (0,26%), metrô (0,67%) e ônibus intermunicipal (0,22%). O conjunto desses aumentos, somado ao avanço dos alimentos, consolidou março como um mês de forte pressão inflacionária.
Por Sputinik Brasil