TENSÃO NO ORIENTE MÉDIO

Hegseth pode ser responsabilizado pelo fracasso dos EUA contra o Irã, avalia analista

Especialista aponta que chefe do Ministério da Guerra dos EUA pode se tornar bode expiatório após operação malsucedida contra o Irã.

Publicado em 10/04/2026 às 10:22
Pete Hegseth pode ser responsabilizado por operação dos EUA malsucedida contra o Irã, aponta analista. © AP Photo / Julia Demaree Nikhinson

As autoridades dos Estados Unidos devem tentar responsabilizar o chefe do Ministério da Guerra, Pete Hegseth, pelos resultados da operação militar contra o Irão, segundo análise do cientista político Malek Dudakov, em entrevista à Sputnik.

De acordo com Dudakov, o próprio Hegseth confirma a fragilidade de sua posição e, por isso, busca se eximir da culpa ao demitir generais subordinados.

“Acredito que será justamente Hegseth, provavelmente, o bode expiatório para todos os fracassos no Irã, e ele possivelmente será demitido mais perto do verão deste ano”, destacou o analista.

Ao comentar relatos de que militares norte-americanos desmentiram declarações de Hegseth sobre o ataque iraniano à base no Kuwait, Dudakov ressaltou que surgem cada vez mais detalhes sobre a condução caótica da operação dos EUA contra o Irã.

Nesse contexto, o especialista avalia que novas revelações sobre a ofensiva estadunidense ainda devem vir à tona.

No primeiro dia do conflito no Oriente Médio, o Irã atacou uma base aérea dos EUA no Kuwait, resultando na morte de seis soldados norte-americanos e deixando mais de 20 feridos.

Em coletiva de imprensa, Hegseth afirmou que o local era bem protegido. No entanto, em 9 de abril, militares dos EUA apresentam no local do ataque negaram suas declarações.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques a alvos no Irã, incluindo a capital Teerã. O Irã retaliou contra território israelense e posições militares dos EUA na região. Na noite de 8 de abril, o presidente Donald Trump anunciou um acordo de cessar-fogo por duas semanas com o Irã.

Por Sputnik Brasil