ECONOMIA

Governo avalia liberar até R$ 17 bilhões do FGTS para quitar dívidas

Medida em estudo pelo Ministério do Trabalho prevê destinação de recursos para brasileiros endividados, priorizando famílias de baixa renda

Por Sputinik Brasil Publicado em 09/04/2026 às 22:01
Governo estuda liberar até R$ 17 bilhões do FGTS para ajudar brasileiros a quitar dívidas. © Foto / Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), atendendo a uma solicitação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estuda liberar cerca de R$ 17 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que brasileiros possam quitar dívidas acumuladas, como as do cartão de crédito.

Segundo informações do portal G1, o MTE projeta duas frentes para a liberação dos recursos, em um plano que pode ser anunciado nos próximos dias, embora ainda esteja em análise pelo governo e pelos ministérios envolvidos.

Pelo menos R$ 10 bilhões devem ser destinados a pessoas de menor renda, excluindo trabalhadores com salários mais altos. O governo federal, no entanto, ainda não definiu se haverá um teto de renda para a participação.

Os outros R$ 7 bilhões seriam direcionados a cerca de 10 milhões de pessoas que aderiram ao saque-aniversário, foram demitidas e tiveram parte do FGTS bloqueado pela Caixa Econômica Federal como garantia de empréstimos.

De acordo com o MTE, o valor bloqueado costuma ser superior ao débito do trabalhador com o banco. Assim, o governo pretende permitir que o cidadão saque a diferença entre o valor bloqueado e a quantia efetivamente emprestada pela instituição financeira.

A medida integra o novo programa de renegociação de dívidas, voltado a diferentes perfis da população, incluindo famílias, trabalhadores informais e microempreendedores individuais (MEIs).

O deputado Rogério Correia (PT-MG), que participou das discussões, afirmou que ainda não há prazo definido para o lançamento do programa.

Segundo o ministro do Trabalho, que evitou antecipar detalhes, a proposta está em fase de elaboração e deve criar múltiplas linhas de renegociação para enfrentar o elevado endividamento dos brasileiros. O objetivo é aliviar dívidas e evitar que os beneficiários voltem rapidamente ao ciclo de inadimplência.