Arábia Saudita relata redução de até 1,3 milhão de barris/dia após ataques do Irã
Bombardeios atingem instalações estratégicas e afetam produção e escoamento de petróleo no país
Operações em diversas instalações de energia da Arábia Saudita foram interrompidas após ataques recentes do Irã, segundo informou a agência estatal saudita SPA, citando uma fonte oficial do Ministério da Energia. De acordo com o órgão, os bombardeios provocaram uma redução de cerca de 600 mil barris por dia (bpd) na produção de petróleo do reino e comprometeram o fluxo no oleoduto Leste-Oeste em aproximadamente 700 mil bpd, totalizando uma queda de até 1,3 milhão de barris diários na produção nacional.
Em declaração à SPA, o representante do governo saudita detalhou que os ataques atingiram Riad, a Província Oriental e a Cidade Industrial de Yanbu, tendo como alvo unidades de produção, transporte e refino de petróleo e gás, além de instalações petroquímicas e do setor elétrico.
Desde o anúncio do cessar-fogo entre Estados e Irã, países do Golfo Pérsico como Bahrein, Israel, Kuwait, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos emitiram alertas sobre a chegada de mísseis provenientes do Irã. Um oleoduto saudita que liga ao Mar Vermelho foi danificado em um ataque com drone a uma das estações de bombeamento na quarta-feira, causando uma perda estimada em 700 mil barris por dia na capacidade de escoamento.
O membro do Ministério da Energia acrescentou que bombardeios a uma instalação de produção em Manifa resultaram em uma redução de cerca de 300 mil bpd da capacidade local. Em Khurais, alvo de ataques anteriores, outros 300 mil bpd também foram comprometidos, segundo a mesma fonte.
Na quarta-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou ter realizado ataques à refinaria e instalações da Chevron em Ras al-Juaymah, território saudita que abriga um grande complexo de processamento de gás natural liquefeito (GNL) e é fornecedor de energia para os Estados Unidos.