AVIAÇÃO COMERCIAL

Medidas para combustíveis amenizam, mas não resolvem crise das aéreas, diz ministro

Tomé Franca afirma que iniciativas do governo aliviam custos, mas não solucionam impactos dos combustíveis para companhias.

Publicado em 09/04/2026 às 16:31
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca Reprodução / Instagram

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou nesta quinta-feira (9) que as medidas anunciadas para conter a alta dos preços dos combustíveis “não resolvem o problema”, mas oferecem algum problema às companhias aéreas.

Na última quarta-feira (8), o governo formalizou uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para capital de giro e anunciou a liberação das alíquotas de PIS/Cofins sobre o Querosene de Aviação (QAv). Segundo o ministro, essa mudança deve gerar uma redução direta de cerca de R$ 0,07 por litro de combustível.

Em entrevista à CNN Brasil, Tomé Franca destacou que as empresas aéreas não podem ser penalizadas por fatores externos, considerando o atual contexto geopolítico que influencia o preço dos insumos.

Além disso, no início da semana foi anunciada uma linha de financiamento, por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), de até R$ 2,5 bilhões para cada uma das três principais companhias aéreas que operam no Brasil.

Essa última medida, porém, ainda depende de formalização pela área econômica do governo. O ministro ressaltou que “segue em diálogo” com outros setores do Executivo para buscar soluções que atendam às demandas do setor aéreo.