DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Netanyahu anuncia negociações diretas com Líbano; encontros começam na próxima semana nos EUA

Primeiro-ministro de Israel confirma início de diálogo com o Líbano para tratar de desarmamento do Hezbollah e busca de relações pacíficas, com mediação dos Estados Unidos.

Publicado em 09/04/2026 às 13:49

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou que o governo israelense iniciasse negociações diretas com o Líbano "o mais rápido possível", em resposta à tensão crescente na região. De acordo com o comunicado oficial, a decisão foi tomada "à luz dos repetidos pedidos do Líbano para abrir negociações diretas com Israel". Segundo o site Axios, os encontros deverão começar já na próxima semana.

Em nota divulgada por seu gabinete, Netanyahu destacou que as conversas terão como foco o desarmamento do Hezbollah e o estabelecimento de relações de conflito entre os dois países. O primeiro-ministro israelense também declarou que Israel “apreciou” o apelo feito pelo primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, para a desmilitarização de Beirute.

Apesar do avanço diplomático, uma autoridade israelense afirmou ao Axios que Israel não pretende regulamentos um cessar-fogo no Líbano neste momento. "Não há cessar-fogo no Líbano. As negociações com o governo libanês começarão nos próximos dias", disse a fonte.

A primeira rodada de negociações está agendada para ocorrer no Departamento de Estado, em Washington. A delegação americana será liderada pelo embaixador no Líbano, Michel Issa. Israel será representado por seu embaixador em Washington, Yechiel Leiter, enquanto o Líbano terá a embaixadora Nada Hamadeh-Moawad como representante, de acordo com o Axios.

A iniciativa surge após conversas entre Netanyahu, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o enviado da Casa Branca, Steve Witkoff. O contexto permanece marcado por divergências quanto ao alcance do cessar-fogo anunciado recentemente pelo líder americano. O Irã alega que o Líbano está incluído no acordo e acusa EUA e Israel de descumprimento, enquanto ambos negam que a trégua envolva uma intervenção contra o Hezbollah.