TENSÃO NO ATLÂNTICO NORTE

Reino Unido e Noruega lideram operação para conter submarinos russos

Ação conjunta monitorou embarcações russas próximas a infraestrutura submarina estratégica no Atlântico Norte

Publicado em 09/04/2026 às 09:20
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Militares do Reino Unido e da Noruega conduziram uma operação de várias semanas para dissuadir submarinos suspeitos de atividade maligna no Atlântico Norte, segundo informou o Exército Britânico nesta quinta-feira (9).

O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, relatou que uma fragata, aeronaves e centenas de militares monitoraram um submarino de ataque russo e dois submarinos de espionagem próximos à infraestrutura submarina ao norte do país. De acordo com Healey, as embarcações russas se retiraram após a operação, que teve duração superior a um mês.

Healey foi enfático ao declarar: "Nós vemos sua atividade sobre nossos cabos e nossos deveres, e vocês devem saber que qualquer tentativa de danificá-los não será tolerada e terá consequências graves."

Até ao momento, representantes dos ministérios noruegueses da Defesa e das Relações Exteriores, assim como das Forças Armadas, não responderam aos pedidos de comentário.

As Autoridades Britânicas procuram manter a Rússia em destaque no noticiário internacional, mesmo com a atenção global voltada para o conflito no Oriente Médio. Eles também ressaltaram a conexão entre as crises regionais e a guerra na Ucrânia, apontando que a Rússia apresentou ao Irã peças para drones e outros tipos de apoio.

Em entrevista coletiva, Healey afirmou: “Putin gostaria que nos distraíssemos com o Oriente Médio”, mas reiterou que a Rússia permanece como a principal ameaça ao Reino Unido e seus aliados.

“Não vamos tirar os olhos de Putin”, completou o secretário de Defesa.

No final de março, o Reino Unido informou que suas Forças Armadas estavam preparadas para apreender navios suspeitos de integrar a chamada “frota fantasma” da Rússia — embarcações que transportam petróleo em desacordo com sanções internacionais impostas devido à guerra na Ucrânia. Até então, o país apenas ajudava França e Estados Unidos no monitoramento dessas embarcações antes de abordá-las.

"Estamos prontos para agir" contra essas embarcações, reforçou Healey.

Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.