DIPLOMACIA INTERNACIONAL

Itamaraty condena ataques de Israel ao Líbano e pede suspensão imediata da ofensiva

Governo brasileiro manifesta preocupação com escalada de violência e defende respeito à soberania libanesa

Publicado em 09/04/2026 às 07:37
Itamaraty condena ataques de Israel ao Líbano e pede suspensão imediata da ofensiva Reprodução

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou os ataques israelenses contra o Líbano nesta quarta-feira, 8. O bombardeio ocorreu poucas horas após os Estados Unidos e o Irã anunciarem, na terça-feira, 7, um cessar-fogo de duas semanas no conflito.

Em nota divulgada no final da tarde, o Itamaraty destacou que os ataques “visaram extensas áreas” e deixaram um “saldo inicial de 254 mortos e 1.165 feridos”, segundo dados da Defesa Civil libanesa.

“A intensificação dessa ocorrência ocorre na sequência do anúncio, na última noite, de cessar-fogo no conflito armado no Oriente Médio e ameaça envolver a região em nova escalada de violência e instabilidade”, afirmou o governo brasileiro.

Mais cedo, o governo Luiz Inácio Lula da Silva já havia defendido que a trégua entre Estados Unidos, Israel e Irã estava envolvida nas operações no Líbano, onde atua o grupo radical xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã e alvo dos bombardeios israelenses.

No novo comunicado, o governo brasileiro reafirmou seu compromisso “com a soberania” e “a integridade territorial do Líbano”, exigindo a Israel que suspenda “imediatamente” as ações militares e retire todas as forças do território libanês.

“Exorta, ainda, as partes envolvidas a cumprir integralmente os termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, acrescentou uma nota. A Resolução 1701, aprovada em 2006, buscou pôr fim à violência entre o Hezbollah e Israel.

Após os ataques de Israel, o Irã declarou ter voltado para o fechamento do Estreito de Ormuz, cuja abertura foi uma das condições impostas pelos americanos para o cessar-fogo.