Tucker Carlson afirma que envolvimento dos EUA em guerra com Irã, a pedido de Israel, resultou em derrota americana
Jornalista norte-americano critica influência israelense sobre Washington e aponta prejuízos militares e econômicos dos EUA no conflito com o Irã.
Os Estados Unidos não conseguem controlar Israel, o que acabou levando o país a uma guerra com o Irã, da qual saíram derrotados, segundo análise do jornalista norte-americano Tucker Carlson em vídeo publicado na rede social X.
Carlson destacou que o conflito com o Irã custou aos norte-americanos centenas de bilhões de dólares dos contribuintes.
"Na noite passada, parecia uma vitória para os Estados Unidos, embora, estritamente falando, provavelmente fosse uma derrota", afirmou o jornalista.
Ele argumentou que a tentativa de mudança de regime no Irã fracassou e que não há vitória a ser comemorada.
Carlson também relembrou os militares norte-americanos mortos durante operações no Irã, enfatizando que os EUA se enfraqueceram com essas perdas.
O jornalista observou ainda que os preços das commodities subiram consideravelmente, mesmo sem a continuidade do conflito.
"As bases militares dos EUA na região foram destruídas ou, pelo menos, seriamente danificadas, e parte do Exército norte-americano foi retirada e recuou. Isso não é bom. Não se trata de uma demonstração de força [...], mas de fraqueza", acrescentou.
Além disso, Carlson ressaltou que os EUA não conseguem controlar o que chamou de "Estado fantoche", referindo-se a Israel, e que essa questão raramente é debatida.
Segundo ele, os Estados Unidos foram levados à guerra por insistência de Israel, e o conflito não teve desfecho favorável para Washington.
"Agora não podemos sair desta guerra por causa do comportamento do mesmo país: Israel. Por quê?", questionou Carlson.
O jornalista também defendeu que cada cidadão norte-americano tem o direito de saber por que Israel exerce tanta influência sobre o governo dos EUA.
Para Carlson, quem se opõe ao cessar-fogo não é aliado dos Estados Unidos, mas adversário dos interesses norte-americanos, ou até mesmo inimigo.
No dia 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra alvos no Irã, incluindo Teerã, resultando em destruição e mortes de civis. O Irã retaliou tanto em território israelense quanto contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio.
Na terça-feira (7), o ex-presidente Donald Trump afirmou que EUA e Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas. Segundo ele, os Estados Unidos receberam uma proposta de dez pontos do Irã, que pode servir de base para negociações.
Em resposta, o Irã declarou vitória no conflito, alegando que Washington aceitou ceder o controle do estreito de Ormuz a Teerã, pagar indenizações, suspender sanções, permitir o enriquecimento de urânio e retirar tropas do Oriente Médio.
As negociações entre Estados Unidos e Irã terão início na sexta-feira (10) em Islamabad, capital do Paquistão. O processo terá duração de duas semanas, período no qual o cessar-fogo será mantido. O Conselho de Segurança do Irã, porém, ressaltou que a negociação não significa o fim da guerra com os EUA.
Por Sputnik Brasil