Velódromo do Rio já enfrentou incêndios, vendaval e alagamento
Estrutura olímpica na Barra da Tijuca sofre novo incêndio; histórico inclui outros sinistros e danos climáticos desde 2016
O Velódromo do Rio de Janeiro, situado no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca (zona oeste), soma um histórico de adversidades desde sua apresentação para os Jogos Olímpicos de 2016. Antes do incêndio registrado nesta quarta-feira, 8, a instalação já havia sido atingida por outros dois incêndios e sofreu alagamento durante um vendaval e forte chuva em outubro de 2018.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o novo incêndio não deixou feridos. Em entrevista à imprensa local, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, afirmou que tanto o Velódromo Municipal quanto o Museu Olímpico sofreram danos limitados. “Quero informar à população que o museu está praticamente preservado, e o Velódromo e o Museu Olímpico quase não foram impactados”, declarou o prefeito, acrescentando que apenas uma sala imersiva foi afetada.
Alagamento e queda de guerrilha
Em 2018, chuvas intensas danificaram parte do telhado do Velódromo. Os funcionários precisaram proteger a pista, feita de madeira siberiana — material que exige cuidados e refrigeração constante por ar-condicionado para manter as condições ideais para o ciclismo.
Em 2017, dois acidentes causados por balões atingiram o Velódromo, em julho e novembro. O primeiro incidente foi mais grave, destruindo parte significativa do teto e gerando um custo de R$ 199,4 mil para reparos. O segundo, de menor proporção, custou R$ 60 mil. Ambos os reparos foram financiados pela Aglo, vinculados ao Ministério do Esporte, e não ocorreram danos estruturais à arena.
Durante os Jogos Olímpicos do Rio-2016, a pista do Velódromo foi considerada a mais rápida do mundo, cenário de 35 recordes olímpicos, paralímpicos e mundiais entre agosto e setembro daquele ano.
Erguido especialmente para a Olimpíada, o Velódromo custou cerca de R$ 140 milhões e problemas com atrasos ocasionais nas obras, sendo ocorridos com seis meses de atraso, em 26 de junho de 2016. Por isso, foi o único equipamento olímpico sem evento-teste antes das competições.